XIII
À Palavra estou preso como um ímã:
Sete tentáculos são suas garras.
Oh, Palavra! Tu prendes-me e me agarras
E nesta lavra teço a minha rima.
Aos meus ouvidos vens como as fanfarras
Com seus toques marciais de forma opima.
Não há revolução que me redima
Quando a combates tensos tu me amarras.
Suprema evolução da língua aflita!
Em silêncio minh’alma clama e grita
E explode em labirintos de loucura.
Tens a fúria total dos elementos:
Águas e terras, fogos e ímpios ventos,
Moldam-te cristalina, doce, pura.
05.11.2002
XIV
Quero a Palavra que se mostra nua,
No alicerce de enormes edifícios.
Desbastada de dogmas e artifícios
Para domá-la no labor que estua.
Quero a Palavra de maneira crua,
Sem ranços de modismos e suplícios.
Que traga na raiz fartos ofícios
E que perfure fundo, como a pua.
A Palavra no verbo mais sublime,
Pura e ardilosa, sem razão no crime,
Carregada de idéias para usá-la
Na razão do sentido mais completa.
Só assim poderei ser um Poeta
Que será compreendido em sua fala.
06.11.2002
XV
A palavra afiada é como a faca
Pronta para ferir, para furar.
Em língua mole lembra uma matraca
Feita para agredir, para atacar.
Encarriada entre frases ela ataca
Podendo denegrir e derrubar.
Outras, vezes, em forma de catraca,
Somente o que convém, deixa passar...
Fortuita, às vezes, vive pelo acaso.
Espalha-se em diabruras e gorjeios,
E se transforma em flores no jardim.
Lembra depois um já quebrado vaso,
Para também, justificar os meios,
Pondo um ponto final, chegar ao fim.
06.11.2002
À Palavra estou preso como um ímã:
Sete tentáculos são suas garras.
Oh, Palavra! Tu prendes-me e me agarras
E nesta lavra teço a minha rima.
Aos meus ouvidos vens como as fanfarras
Com seus toques marciais de forma opima.
Não há revolução que me redima
Quando a combates tensos tu me amarras.
Suprema evolução da língua aflita!
Em silêncio minh’alma clama e grita
E explode em labirintos de loucura.
Tens a fúria total dos elementos:
Águas e terras, fogos e ímpios ventos,
Moldam-te cristalina, doce, pura.
05.11.2002
XIV
Quero a Palavra que se mostra nua,
No alicerce de enormes edifícios.
Desbastada de dogmas e artifícios
Para domá-la no labor que estua.
Quero a Palavra de maneira crua,
Sem ranços de modismos e suplícios.
Que traga na raiz fartos ofícios
E que perfure fundo, como a pua.
A Palavra no verbo mais sublime,
Pura e ardilosa, sem razão no crime,
Carregada de idéias para usá-la
Na razão do sentido mais completa.
Só assim poderei ser um Poeta
Que será compreendido em sua fala.
06.11.2002
XV
A palavra afiada é como a faca
Pronta para ferir, para furar.
Em língua mole lembra uma matraca
Feita para agredir, para atacar.
Encarriada entre frases ela ataca
Podendo denegrir e derrubar.
Outras, vezes, em forma de catraca,
Somente o que convém, deixa passar...
Fortuita, às vezes, vive pelo acaso.
Espalha-se em diabruras e gorjeios,
E se transforma em flores no jardim.
Lembra depois um já quebrado vaso,
Para também, justificar os meios,
Pondo um ponto final, chegar ao fim.
06.11.2002
Esio Antonio Pezzato
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