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15 de março de 2013

Mais quatro sonetos decassílabos


Ileso




De repente os fantasmas do passado
Reaparecem de jeito provocante
E recortam de forma anavalhante,
O corte que já foi cicatrizado.

Para que de maneira ultra-abundante
Novamente precise ser tratado.
E doa e doa e doa e nesse estado
O pensamento deixe alucinante.

Assim com mil fantasmas sobrevivo
E deles cada vez me sei cativo
E deles cada vez me sinto preso.

Mas por certo acharei a liberdade,
Estancarei o sangue da maldade
Do sofrimento viverei ileso.

13.03.1997



Contra a cegueira




Quero amar o sorriso da manhã
Que chega com seus lindos tons doirados,
E tendo a sina dos alucinados,
Mastigar verdes folhas de hortelã.

Subir os montes com denodo e afã
E alcançar morros nunca antes sonhados,
No desespero dos apaixonados,
Pensar que a vida é louca e a alma é sã.

Não crer em nada acreditando em tudo,
Romper barreiras e quebrar o som
Num riso louco e num desejo mudo.

E ao ver o sol brilhante de néon,
Contra a cegueira usar um plúmbeo escudo,
E acreditar que o dia vai ser bom.

01.04.1997



Ecológico




Árvores são plantadas nas calçadas
Para que no futuro deitem sombra.
Porém, em poucos anos elas crescem,
E vão de encontro à fiação elétrica.

E começam daí a ser podadas
E ficam tendo uma feição que assombra.
Pois mutiladas elas se parecem
A uma visão aterradora e tétrica.

Longos braços desnudos, secos, frios,
Esturricados pelo sol ardente
E provocando a fúria em sonhadores.

E após machados de aço luzidios,
Ferem o tronco inopinadamente,
Nos mais profanos e cruéis horrores.

13.05.1997



Festa




A realidade que minha alma busca
Em ânsias, me parece tão distante,
Que se transforma em dor anavalhante
E como brasas, meu viver chamusca.

Por isso a minha voz se torna brusca
E fere de maneira penetrante
O coração que insiste em ser amante,
... E meu semblante, pálido, se ofusca...

Quero a festa maior que ainda não tive!
Buscar minha alegria que se oculta,
A minha realidade não tocada...

Mas em todos os sonhos que detive
Se mudaram em podre catapulta,
Dilaceraram-me a alma apaixonada.

15.05.1997

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