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18 de abril de 2013

Sonetos Decassílabos


Teu corpo
  
Teu corpo, na beleza que entorpece,
Alucina o Poeta que em ti pensa,
E entre desejos faz a sua prece
E entre solfejos faz a sua crença.

Teu corpo, na pureza que endoidece,
Desejo na ternura mais imensa,
Glorificá-lo em êxtase na messe
E após a luta – tê-lo em recompensa!

Teu corpo, na loucura do desejo
Quero marcá-lo a fogo em cada beijo
E possuí-lo na glória do Prazer.

E no delírio tão vertiginoso,
Delirar e explodir na hora do gozo,
Sem ter medos, nem traumas de morrer!

22.12.1997
Saudade

A saudade que às vezes nós sentimos
É a vontade de ter o que não temos.
É o que está do distante dos extremos
É o que deixamos quando nós partimos.

É um barco abandonado sem os remos
Os braços sem adeuses nos arrimos
A chegada do pranto enquanto rimos
Sonhos de reviver o que vivemos.

É o além da longa curva que se esconde
Em sombras, bosques, prados e  campinas
Que a gente lembra, mas não recorda onde...
1º final
É a espera do amanhã que é sem espera,
São tardes tristes, cheias de neblinas,
É o inverno precedendo a primavera.
2º final
E a espera do amanhã que vive em fugas,
São tardes tristes, cheias de neblinas,
A pôr em nosso rosto angústia e rugas.

03.12.1997


  
Matinal

  
O sol invade as frestas da janela
E me saúda com seu novo dia.
Desperto, olho a manhã radiosa e bela
E ouço das aves rara sinfonia.

O céu em limpas cores de aquarela
Lembra um Gobeth, nas cores que inebria.
E ao contemplar tão majestosa tela,
Minha alma se abre em laivos de poesia.

No alto da copa, bem-te-vi galante
Irrompe com seu canto ebricitante
E ao coro das cigarras num bemol

Tange a garganta em cantos após cantos,
E eu contemplando assim tantos encantos,
Sinto os olhos arderem sob o sol.

03.12.1997

  
Esperança vã
  
Como esperar que vibre a primavera
Nesta árvore que pende em pleno outono,
Como um rei que se vê triste e sem trono
Arremessado aos diques da quimera?

Como no coração ter toda a espera
Se a noite já vai alta e chega o sono
E solitário, como um cão sem dono
Contemple, em vão, a Universal Esfera?

Como sonhar se existe o pesadelo
Que mata o sonho sem nenhum apelo
Deixando o desespero por crendice?

Mas ao ver ramos secos e sem flores,
Vendo a ausência de frutos e de amores,
Trôpego ponho os passos na Velhice.

23.12.1997

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