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15 de junho de 2014

Histórias de um amor (Samantha Rios)

Após muitos anos, resolvi ressuscitar Samantha Rios. Em dois dias compus esses sonetos que seguem quase a mesma linha dos anteriores. Espero que meus leitores gostem dessa nova safra dos sonetos por mim escritos como Samantha.
Esio


               Em alto mar procuro achar um porto
               Onde possa ancorar minha tristura.
               Perdida estou. Vagueio. Olhar absorto
               Sinto pontear em mim atroz loucura.

                No peito o coração, há muito morto
               Absorve o mar na densa noite escura.
               Estou sozinha. O pensamento torto
               Vagueia em devaneio e em aventura.

               Só. O coração vazio e espedaçado
               Sente as ondas salgadas de altas ondas
               Que prendem a minha alma em rodopio.

               Estou sozinha e com meu passo errado.
               As angústias procuram outras rondas
               Onde eu não fique só neste vazio.

               Samantha Rios
               02.06.2014



Sozinha. A angústia imensa me amortalha
A alma. Caminho só entre destroços.
Procuro as esperanças na batalha
Onde perdi meus sonhos. Sou só ossos.

Vivo a vida em escuros calabouços
E funda é a cicatriz que a alma me talha.
Corrosivas angústias em balouços
A minha alma perfuram a navalha.

“Onde ele está?” pergunto agora ao vento...
Mas o vento num pálido lamento
Não diz-me onde se oculta quem tanto amo.

Sozinha e a solidão que me acompanha.
Sobre meu peito pesa uma montanha
Que cala a minha voz quando te chamo...

02.06.2014
Samanta Rios



Tua tatuagem a minha alma fere
E me alucina em todos os sentidos.
Meus pensamento seguem sós, perdidos,
E uma bruxa angustiada a mim profere

O mais nefasto e triste miserere.
Relembro o meu passado e os tempos idos,
Que eram azuis, bordados e floridos,
Mas a minha alma diz a mim: espere:

Novos dias virão... um sol ardente
Vai crestar este inverno permanente
Que mora na tua alma... e me ensimesmo...

Solitária na noite solitária
A minha angústia é irrelevante e vária,
E eu caminho somente andando a esmo.

02.06.2014
Samantha Rios
  

Há em meu coração um bruxo horrendo
Que fica as minhas mágoas repisando.
Estou sozinha na distância vendo
Outros mil corações que estão cantando.

Minhas angústias voam num só bando...
Meus sofrimentos num tapete estendo...
Meus passos no deserto vão errando,
Sofrendo estou sofrendo, estou sofrendo...

As esperanças – vejo além sumindo,
E com meus passos trêmulos eu rondo
Recordações de um tempo que foi lindo.

O sofrimento em mim se faz fecundo,
E neste mar de angústias triste sondo
Qual poço para mim é mais profundo.

02.06.2014
Samantha Rios
  

Jamais te esquecerei, juro por Deus!
A te esquecer prefiro ter a morte.
Como esquecer teu corpo altivo e forte,
Teus lábios esmagando os lábios meus!?

Que importa ruja a fúria em escarcéus!
Que nada nesta vida mais me importe,
Pois tu és o meu rumo, és o meu Norte,
A estrela mais brilhante de meus céus!

Se um dia eu te esquecer, esteja certo,
Eu de mim estarei toda esquecida,
Perdida em tempestade num deserto.

Não te esqueço jamais, jamais, jamais!
Pois és o ar que respiro, a minha vida,
Meus gemidos de amor, meus tristes ais.

02.06.2014
Samantha Rios



Estás dentro de mim de tal maneira
Que não consigo mais achar quem sou.
Minha alma de tua alma é prisioneira,
Perdida já não sei para onde vou.

Eu era antes feliz. Águia altaneira
Voava errante o céu igual a um grou.
Hoje minha esperança anda rasteira,
Estou ausente mesmo de onde estou.

Sangue – corres em mim, nas minhas veias,
Grudas em minha pele – és tatuagem,
Aranha e me prendeste em tuas teias.

Dentro de mim estás e estou sozinha
Sozinha faço uma eternal viagem
Mas a saudade em transe me espezinha.

02.06.2014
Samantha Rios


 Sozinha penso em ti. A alma caminha
Sozinha. O corpo segue cambaleando.
Eu dentro dele vou num passo errando,
Enquanto a noite segue e estou sozinha.

As minhas ilusões voam num bando.
Eu, porém, como pobre passarinha
Já não tenho ilusões... e a sombra asinha
Das minhas esperanças, vai chorando.

Mas onde foi que te perdi? Como isso
Aconteceu... ia despreparada
Pensando em ti num mágico feitiço.

De repente acordei... (delírio estulto!)
Era forte o calor na madrugada.
E olhando ao lado não vi mais teu vulto...

02.06.2014
Samantha Rios



Como posso de ti viver distante
Se és meu sol, a luz que me alumina?
És meus homem, meu macho, meu amante,
Minha loucura, minha fantasia.

De ti distante sinto andar vagante
A minha alma em atroz melancolia.
A minha voz te chama suplicante,
Meu coração te chama noite e dia.

Sem ti não sou Samantha, sou apenas
Uma sombra sem luz, um olhar triste
Sofrendo as mais cruéis e duras penas.

Condenada a viver neste degredo
Eu vivo a vida desde que partiste
E sinto tanto medo, tanto medo.

03.06.2014
Samantha Rios

 Eu sei que sou completamente tua,
Sei muito bem que sou a tua amante.
Idolatro teu ser de forma ebriante,
O meu viver és tu – sou-te a alma nua.

Perdida estou sem ti... vago na rua
Sonâmbula, tristonha, delirante.
És o meu sol, meu ar, meu sonho errante,
Uma ilusão do eclipse da lua.

Desejo de morrer com tua ausência
O meu olhar vazio e sem consciência
Nada mais a dizer, nada me importa.

Ilusão, ilusão... a alma mascate
Molemente se cala no arremate
O meu olhar se fecha. Eis que estou morta.

03.06.2014
Samantha Rios 


Outra noite de frio e solidão.
E eu sozinha, perdida em devaneios.
Treme minha razão, tremem meus seios,
Perdida já não sei se nada, não.

Ouço uma voz falar ao coração
E eu sozinha na paz de meus enleios.
Treme minha razão, tremem os veios
Por onde o sangue escorre sem razão.

Perdida estou de mim... vago na vida
Na esperança demente de encontrar
Uma porta que seja de saída.

Mas neste beco escuro ouço o relógio
Em tétricos badalos avisar
Que para o amor já fiz meu necrológio.

03.06.2014
Samantha Rios


A tarde cor de sangue rubro, forte,
Debruça-se na linha do horizonte.
Sozinha vou atravessar a ponte
Onde irei me encontrar com minha morte.

Sozinha e sem razão, sem sul, nem norte,
A solidão em mim é um mastodonte.
Meu amanhã no céu não tem desponte
E nada há mais na vida em que eu me importe.

A angústia e a solidão – horrendos bruxos,
Passam mostrando seus caninos dentes
E devoram de mim tudo o que eu tinha.

Arcos triunfais, regatos e repuxos,
E meu sonhos azúleos e ridentes...
Foi tudo uma ilusão e estou sozinha...

03.06.2014

Samantha Rios

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