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29 de setembro de 2010

PARABÉNS ESIO POETA - 1° ANO DO SEU BLOG


Querido Poeta, gostaria de saber fazer versos para poder homenagear esse primeiro ano do seu Blog, como não tenho esse dom, eu falo com palavras simples mas que vem da minha alma.

PARABÉNS AMIGO-POETA, esse é só primeiro dos muitos que virão, com muito sucesso.

Mara Bombo

28 de setembro de 2010

INSPIRAÇÃO JUVENIL - DO LIVRO ALEGORIAS



Inspiração juvenil

Em certa ocasião (eu era ainda criança)
Dentro d´alma senti uma estranha embolia
Era um misto de sonho, um algo de esperança,
O coração sangrava, o espírito sorria.


Não soube definir aquela doida dança;
Era a primeira vez que tudo acontecia.
Não causava pavor, mas furava qual lança,
Era uma aguda dor que me satisfazia.

No silêncio do quarto, em solidão completa,
A folha de papel bailava incandescente,
E o sentimento tal, de maneira concreta,


Passou-se a desfazer quando, num só repente,
Passei a ver em mim um menino-Poeta,
E o verso refulgiu em fogo à minha frente.

12.04.2010

Esio Antonio Pezzato

24 de setembro de 2010

VISÃO RIBEIRINHA - LIVRO ALEGORIAS



Visão ribeirinha


 
Rua do Porto. Aqui o Piracicaba vibra.

Garças, biguás, Martins, buscam o seu almoço.

Os cardumes febris pulam em alvoroço,

Sobre as pedras do Salto um homem se equilibra.



Um jovem nadador quer mostrar sua fibra

E nas águas mergulha... é bem próximo o poço.

Ele, sem destemor, com músculos de aço

Em braçadas febris sobre as águas se libra.



O Poeta contempla essa visão divina

Que esparge luzes sobre a Noiva da Colina

E em transe teço um verso e em transe me comovo.



E o sobrenatural de súbito acontece:

O velho povoador murmura antiga prece,

E Santo Antônio surge e abençoa este Povo.



11.04.2010

Esio Antonio Pezzato

23 de setembro de 2010

NOTURNA SOLIDÃO - LIVRO ALEGORIAS


Noturna solidão

 
Quando, na solidão da noite, o pensamento

Sai de meu corpo e voa o sideral espaço,

– Águia de fogo explodo o largo Firmamento

E em passadas de luz no vácuo planto o passo.



Sou o que penso ser conquanto danço ao vento,

Rei da Sabedoria abranjo o imenso Paço.

Com pensamento rijo entorto a adaga de aço,

E a Eternidade tenho aos pés num só momento.



Sou ímã e compacto os sonhos mais diversos

Que navegam ao léu dos infindáveis versos

Que compus e perdi ao longo do caminho.



Mas quando a solidão da noite urde segredos,

Sou somente um a mais com meus traumas e medos,

E meu silêncio oculto e me fecho sozinho.



10.03.2010



Esio Antonio Pezzato


21 de setembro de 2010

EM MEU SONHO - LIVRO ALEGORIAS




Em meu sonho


O ocaso pinga luz no largo Firmamento!
Estrelas vão bordando o dossel do Infinito.
Eu, um simples poeta a contemplar tal rito,
O espetáculo moldo em versos, no momento.

Em êxtase, inspirado, a alma em fremente grito,
Sinto, roçar no rosto, a fragrância do vento.
É o respirar de Deus que lança seu unguento
E ao homem mostra ser calmaria e conflito!

Muitos passam por mim e vão despreocupados...
Não parecem sentir o espetáculo místico
Nem cuidam em sentir de Deus os seus dobrados.

Um instante ainda mais e o céu arde em estrelas.
E eu, cidadão comum, em meu sonhar artístico,
Meus versos rimo enquanto em sonhos fico a vê-las.

09.03.2010



Esio Antonio Pezzato

20 de setembro de 2010

DELÍRIO - LIVRO ALEGORIAS




Delírio


Domo, dentro do peito, a inspiração bravia
Que diques quer romper e extravasar meu verso.
Porém domo a palavra ardente de sangria,
E o pensamento prendo e em transe, deixo-o imerso.

Uma ilusão, talvez, realidade vadia,
E o pensamento ferve em delírio diverso.
Ambição de viver um dia e mais um dia,
Um século ainda mais dentro deste Universo.

Ai, sensação diversa ao que falo e ao que penso,
Dualismo – treva e luz e meus cinco sentidos
Aguçam o meu ser e fico teso e tenso.

Aleluia do sol a refletir a lua,
Os dias a viver dos dias já vividos,
E na explosão da luz a alma sangrando nua.

05.03.2010


Esio Antonio Pezzato

19 de setembro de 2010

UM SONETO DE SAMANTHA RIOS - LIVRO ALEGORIA




Um soneto de Samantha Rios


Samantha Rios. Sou Samantha Rios!
Sou Mulher! Sou amada, sou amante.
Dentro de mim, de forma delirante,
Sinto a fúria de mares e de rios.

Minha pele em frementes arrepios
Deixam meu pensamento alucinante.
Ajo de forma pura e provocante,
Faço ferver de fogos os corpos frios.

Sou Mulher – compreendo a minha sina!
Sou Amada – e meu corpo se alucina
Quando sinto o desejo que me invade.

Sou Amante – e na vida nada importa,
Do fogo da paixão abro a comporta
Sou Samantha com toda a intensidade.

03.03.2010



Esio Antonio Pezzato

18 de setembro de 2010

CREPÚSCULO PIRACICABANO - LIVRO ALEGORIA




Crepúsculo Piracicabano


A tarde vem pintando o céu com tintas d´ouro!
É um festival de luz que tem forma imprevista.
– Duvido que na terra um só pintor exista
Que consiga transpor à tela esse tesouro.

A beira-rio sobre o largo ancoradouro,
Contemplo esse painel que me ilumina a vista.
Meios tons, sombra e luz, há um duelo de conquista
E a treva vence a luz enquanto sonhos douro.

A passos lerdos sigo. O espetáculo imenso
Entra em meu coração, fere minha retina
E em êxtase de luz em coisas santas penso.

Num instante, porém, e outra luz me ilumina:
E outras doidas paixões deixam meu sonho denso:
E a lua sangra luz na Noiva da Colina.

13.02.2010


Esio Antonio Pezzato

16 de setembro de 2010

SONETOS DE SAMANTHA RIOS - LIVRO ALEGORIAS




Soneto de Samantha Rios


Com esse dois faróis de olhos azuis
Tu me levar a parques encantados.
E na paixão dos loucos desvairados,
Em êxtases de fogo me possuis.

Depois como dementes aloucados
Os meus castelos mágicos tu ruis.
E meus sonhos de amor doces, tafuis,
Tu deixas para sempre abandonados.

Por retornas louco de desejo
E ardentemente beijas os meus beijos
Se sabes muito bem que vais partir?

Por que me dás esse desejo torpo
Dilaceras as carnes de meu corpo
E temos só passado e não porvir?

24.10.2009


Esio Antonio Pezzato

15 de setembro de 2010

NOVA LUZ - LIVRO ALEGORIAS




Nova luz


Sombras cobrem às vezes nossa vida
E o tédio, a angústia, a atroz desesperança
Com nossos sonhos fazem aliança
E tudo se desfaz sem ter medida.

A alma se torna turva, enegrecida,
E à nossa frente em tenebrosa dança
Frio polichinelo tredo dança,
Para o baile da noite nos convida.

Fatal melancolia nos invade
E o desespero se abre em mil calvários
E sentimos o peso desta cruz.

Mas novo dia rompe em claridade!
Aves cantam felizes nos aviários
E as sombras dão lugar à nova luz.

23.10.2009


Esio Antonio Pezzato

14 de setembro de 2010

NOVO DIA - LIVRO ALEGORIAS




Novo dia


Para bem começar um novo dia
Nada melhor do que compor Sonetos.
Juntas algumas rimas de gravetos
E uni-las sob a forma de poesia.

De inspiração buscar os amuletos
E divagar em sonho e em fantasia.
No caldeirão dos sonhos e magia,
Colher poções de quadras e tercetos.

Pois assim raia o sol em nossa vida.
Noss´alma se escancara aos horizontes
E a estrada fica toda colorida.

Ficar olhando os píncaros dos montes,
Assim a inspiração brota sentida
Nas mais preciosas e mais puras fontes.

22.10.2009


Esio Antonio Pezzato

13 de setembro de 2010

JORNADA DO TEMPO - LIVRO ALEGORIAS




Jornada do tempo


Assim é a vida – cheia de percalços
Que aparecem em nosso dia a dia.
Amigos verdadeiros, outros falsos,
Surgem à realidade e à fantasia.

Às vezes vamos nós, com pés descalços,
Através de uma doida romaria,
Outras subimos nós a cadafalsos,
Por causa de uma pálida heresia.

À toa, muitas vezes caminhamos
Não vemos as belezas das paisagens
Nem vemos frutos a pender dos ramos.

Torna-se às vezes trágica revolta:
Nos quedamos a ver febris miragens
E os passos já não sabem dar a volta.

20.10.2009


Esio Antonio Pezzato

12 de setembro de 2010

REVIVER - LIVRO ALEGORIAS




Reviver


Todos, em nossa vida acumulamos
Os sonhos mais variados e sortidos.
– Árvore – somos tronco e somos ramos,
E entre folhas mostramo-nos floridos.

Mas vem a tempestade em mil reclamos
E leva nossos sonhos coloridos.
E após ventos e chuvas nos quedamos
Por ver os nossos sonhos destruídos.

Assim o álgido inverno e a ventania
Parece nos levar à atra agonia
E a fé se vai, em frígidos minutos.

Mas novamente fulge a primavera!
E nossos sonhos nas parreiras de hera
Perdendo as flores trazem novos frutos.

16.10.2009


Esio Antonio Pezzato

8 de setembro de 2010

ALMA DA PALAVRA - XLIII




XLIII


A Palavra na síntese explosiva
Tem a força da bala de canhão.
Causa furor e causa destruição,
E no silêncio reage corrosiva.

A Palavra é a cadência pura e viva.
Tem passos fortes numa evolução.
Domínio imponderado da Razão,
Espoleta de fogo, quando ativa.

Hecatombe do medo, eis a Palavra,
Quando o Poeta em puro êxtase a lavra,
Na picada da pura perfeição,

Transmuda a sua força viva e forte,
Traz o advento e à existência dá suporte,
Como pode servir de extrema-unção!


Esio Antonio Pezzato

7 de setembro de 2010

ALMA DA PALAVRA - XLII



XLII


A Palavra é a metáfora e é com ela
Que tramo em cismas minha sinfonia.
Me abasteço de pura fantasia
E transformo-a em frenética procela.

A Palavra tem cores e na tela
Crio imagens de pura simetria.
Depois a fúria imensa me sacia
E transformo-a na chama de áurea vela.

A Palavra tem palpos como a aranha,
Sedosamente tece a sua teia
E com garras de fogo atroz me arranha.

No mundo do silêncio, eis a Palavra:
Quanto mais ela em fogo a alma incendeia,
Quanto mais a minh’alma em chama a lavra.



Esio Antonio Pezzato

6 de setembro de 2010

ALMA DA PALAVRA - XLI



XLI


A Palavra – quem dela toma conta?
Se ao vê-la fria sobre o Dicionário
Um pânico de morte me amedronta
Como posso seguir-lhe o itinerário?

A Palavra – quem dela fica tonta?
Se a usá-la em frios passos de um Calvário
O pensamento em transes se remonta
E frige em seu fulgor extraordinário?

À Palavra é impossível ter-se afeto!
Necessita-se usar régua e compasso
E cálculos de um máximo Arquiteto.

Fria na mente, em fogo se condensa,
E a galgar os meus olhos para o espaço,
A luz se mostra em lavradia crença.



Esio Antonio Pezzato

5 de setembro de 2010

ALMA DA PALAVRA - XL




XL


Teço a Palavra em teias de armadilha.
Preparo-me feroz para a batalha.
Afio-a com a textura da navalha
Para tramar a minha própria trilha.

Em atrito a Palavra geme e rilha
E rola em sinfonia pela calha.
Depois soa e é frenética metralha
E o vocábulo deixa inerte em ilha.

Flutua leve como leve rolha,
Baila sobre a água como aérea folha
E, solta iluminura de fagulha.

Mansa, às vezes, parece doce ovelha,
Mas quando frente ao caos ela se espelha,
Solta ruídos densos de patrulha.


Esio Antonio Pezzato

4 de setembro de 2010

MÃE




Mãe


Meu coração caminha ao teu lado na rota
Mais justa e mais perfeita em todos os sentidos.
Tua sabedoria é simples e denota
A experiência de quem tem dias já vividos.

O teu olhar é forte e não teme a derrota.
Por isso tua luta em combates sofridos.
Tem a força e a beleza e armas a tua frota
Para enfrentar a vida em tomos decididos.

Calculas a distância em frente às armadilhas,
Armas a tua lança e de maneira inquieta
Vences com destemor as mais ríspidas trilhas.

Sou fruto de teu ventre – oásis de poesia.
Formei-te dentro dele e ali me fiz Poeta,
E minha Musa é Mãe e se chama Maria.


02.09.2010



Esio Antonio Pezzato

ALMA DA PALAVRA - XXXIX




XXXIX


A Palavra – tal fio condutor –
Condensa instante a instante o pensamento,
Que parece voar na asa do vento
Ou na hélice vibrátil de um motor.

Às vezes, num segundo traz o horror,
E à alma traz o vagido do tormento.
Deixa, momento após de ser lamento,
Para escrever os sonhos de um amor.

A Palavra, portanto, é a arma feroz,
Que pode ser escrita em folhas d’ouro
Ou ser articulada pela voz.

Vem, às vezes, selvagem como o touro,
Outras vezes, cigana vai veloz,
E mostra a falsidade de um tesouro.


Esio Antonio Pezzato

3 de setembro de 2010

ALMA DA PALAVRA - XXXVIII




XXXVIII


Moldo a Palavra de maneira fria,
Aquecendo-a, porém, no pensamento.
Assim crio no transe do momento,
Espasmos e volúpias de alquimia.

Solto-a depois junto ao valsar do vento
E ela dança e sem freios rodopia.
Enche de cantos a amplidão vazia,
Depois entra num quarto de convento.

Faz orações de fogo e de mormaço,
E frágil passa a ter seus nervos de aço
É rocha dura que no campo medra.

Eis a Palavra que em furor se mostra,
Mas se transforma em pérola num’ostra,
E para a morte se transmuda em pedra.


Esio Antonio Pezzato

2 de setembro de 2010

ALMA DA PALAVRA - XXXVII




XXXVII


Quando as Palavras ferem minha mente
Provocando erupções de lodo e pus,
Delas, tento fazer um arcabuz,
Para agredir com fúria permanente.

Quando a Palavras vêm feita semente
Desabrochando em flores de áurea luz,
Desvio minhas dores, minha cruz,
E me visto de um sol incandescente.

As Palavras são minhas e com elas
Teço mantas douradas e de lodo
Urdo constelações e treva imensa.

E vivo em calmarias e procelas,
Com fragmentos remendo o mundo todo,
E entre impropérios junto às mãos em crença.


Esio Antonio Pezzato

Minha Ana Maria e Sissi

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