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30 de dezembro de 2010
LABIRINTO
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26 de dezembro de 2010
NUM CREPÚSCULO
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21 de dezembro de 2010
NATAL
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20 de dezembro de 2010
CANTAR!
Talvez cantar não seja necessário
Para mostrar minha felicidade.
Mesmo assim canto e canto e quem é que há de
Impedir meu trinado de canário?
Nem tudo é flor. Nem tudo é alacridade
Nesta vida de longo itinerário.
Talvez por isso seja temerário
Mostrar do canto a sua densidade.
A rima de meu canto é sonorosa
E se a vida é somente um mar de rosa,
Natural que me espraie nessa praia.
Se acaso fores infeliz um dia,
Não esqueça da vida a sinfonia,
E se hoje é noite, um novo dia raia.
12.07.2010
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19 de dezembro de 2010
OTIMISMO
Ao longo da jornada ponho os passos
E, impávido prossigo longas trilhas.
Não temendo derrotas nem fracassos,
E mesmo perigosas armadilhas.
O mundo tem preciosas maravilhas!
Bilhões de astros brilhando nos espaços.
Tenho a bênção sincera das famílias,
De amigo tenho os mais febris abraços.
Por isso uma derrota não me trava
A ânsia suprema de seguir em frente
E conquistar os louros da vitória.
Minha alma da alegria vive escrava,
Não me vence jamais, o ímpio demente,
Pois da Verdade traço a minha história.
12.07.2010
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18 de dezembro de 2010
PARÔNIMOS
Palavras diferentes muitas vezes
Querem dizer a mesma coisa, entanto
As palavras iguais num mesmo canto
Trazem ideias cheias de revezes.
Muitas vezes o canto jaz num canto
Enquanto o jazz soluça alguns adeuses.
Há deuses numa chama e enfim há deuses
Na voz rouca perdida num recanto.
A hera em Eras floresce e já não era
A mesma flor que outra era cativa
Pendurada nos muros doce e branda.
A vera prazerosa primavera,
E embora ativa e muitas vezes viva,
Chorava debruçada na janela.
12.07.2010
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17 de dezembro de 2010
EXISTÊNCIA VADIA
A vida é muito curta e nós, em nossos vícios,
Buscamos diminuí-la ainda mais em ânsias,
E desejos sem fim e tramando artifícios,
Para nos enganar misturando fragrâncias.
Muitas vezes, em vão, fazemos sacrifícios
Magoando nosso corpo, encurtando distâncias
Do tempo de repouso, acumulando ofícios
E trabalhos sem fim nas noites de inconstâncias...
E pouco nos importa a beleza do Ocaso,
Uma flor renascendo em paupérrimo vaso,
Ou num riso qualquer de uma coisa engraçada.
Buscamos com pavor acumular mais ouro,
Sem buscar compreender que esse nosso tesouro,
Na hora da extrema-unção vai servir para nada.
10.07.2010
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16 de dezembro de 2010
CÍRCULO
Tenho apenas a Força por enquanto,
Mas ela me é bastante suficiente
Para arrancar das fendas o meu canto
E sou para isso forte e resistente.
No futuro a Beleza reluzente
Ao meu viver dará maior encanto.
Ao sol fulgurarei incandescente,
E cobrir-me-ei em raios de quebranto!
Porém maior é o sonho que ambiciono
E haverá de chegar por certo um dia
Que buscarei de Salomão, seu trono.
E após o sonho imenso e sempiterno,
De ter as glórias da Sabedoria,
Serei somente um Aprendiz eterno.
06.07.2010
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15 de dezembro de 2010
POESIA E MODERNIDADE
Em cada verso que componho, busco
Ser fiel ao ofício da Poesia.
No caldeirão das rimas me chamusco
Para ao verso estampar pura magia.
Um movimento desastrado e brusco
E o verso não estanca a hemorragia.
Com rimas ricas o defeito ofusco
E a métrica transforma em melodia.
Sinal dos tempos e a modernidade
A poesia vestiu com rudes trajes
Tirando-lhe a beleza da verdade.
Mas eu, à moda antiga e sem ultrajes
Sigo as lições que vêm da Antiguidade
Com Bilacs, Albertos e Bocages.
06.07.2010
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14 de dezembro de 2010
VIDA DE POESIA
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13 de dezembro de 2010
POETINHA
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10 de dezembro de 2010
OÁSIS
Conduzo o pela noite o pensamento errante
Para um lugar qualquer que ainda não conheço.
Oásis desconhecido, um vale cintilante,
Que alegra o coração e traz ternura e apreço.
E quem me traz aqui num voo amplo e rasante
É um espírito bom, e neste sonho aqueço
Pelo jorro de luz supremo, coruscante,
A mente que se alarga ao ver tanto adereço.
Diferentes de mim, todos têm largas asas,
E planam pelo céu muito acima das casas
Que brilham a ouro em pó com luzes de rubis.
Subitamente volto ao ponto de partida,
Se em outras vidas brilha um alguém desta vida,
Neste mundo de paz irei viver feliz.
03.07.2010
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9 de dezembro de 2010
COTIDIANO
Tela José PereiraEm meio à multidão que passa desvairada
No penoso labor de ter seu pão diário,
Também caminho assim, de forma atribulada,
Num cotidiano andar de tal itinerário.
No vermelho farol muita perna apressada,
Nas ruas e jardins é caótico o cenário.
Gente vai, gente vem, de forma incontrolada,
É a massa que se amassa em infernal calvário.
E muitas vezes sou empurrado na rua.
E se um descuido houver já surge a mão esperta
Que mete a mão no bolso e me leva a carteira.
Pois nesse desespero a alma insegura e nua
Por entre a multidão que se esbarra e se aperta,
Quer só chegar em casa e polir a canseira.
02.07.2010
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8 de dezembro de 2010
NOITE DE SAUDADE
Noite de lua-cheia. Inverno. O vento corta
Como navalha afiada em chicotadas frias.
Há densa cerração. Qual natureza-morta
Um nebuloso céu cobre as ruas vazias.
Uma lâmpada baça ilumina uma porta.
E nessa solidão, com minhas fantasias,
Meu velho pensamento uma saudade exorta
Enquanto de um sem-fim, ouço monotonias.
Um centenário ipê debrua-se em vermelho;
Atapetando o chão de flores já sem vida
E o pensamento ruge em me toma e me invade.
Um lago mais além, qual cintilante espelho
Reflete a lua-cheia e a árvore florida
E eu, espelho de mim, reflito uma saudade.
28.06.2010
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7 de dezembro de 2010
DESPERTAR
Enquanto durmo, deixo de existir
Enquanto durmo, morre o pensamento
Que imerso no ostracismo de um convento,
Dorme o passado e acorda no porvir.
Nesse hiato de silêncio – entre o ir e vir,
Às vezes brilha o sonho sonolento.
Uma sombra, um deserto, um mar violento,
Um espectro a brilhar, a refulgir.
Enquanto durmo, sonho uma partida
E uma chegada para a nova vida
Que não passa de rápida ilusão.
Dentro de tal casulo horrendo e diário,
Dessa morte sem cruz e sem calvário,
Vibra a Aleluia da Ressurreição!
24.06.2010
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4 de dezembro de 2010
ESIOPOETA FALANDO DE POESIA NO SARAU DO COLÉGIO LICEU
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3 de dezembro de 2010

2 de dezembro de 2010
MANHÃ INVERNAL - LIVRO ALEGORIAS
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