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Mostrando postagens com marcador * Versos Rimados. Mostrar todas as postagens
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15 de maio de 2013

Fragmento


 

Fragmento


 
Poeta, descansa! Na longa jornada
Geraste poemas e versos divinos,
Plantaste mas flores à beira da estrada,
E mais esperanças nos nossos  destinos.
 
Poeta, mergulha a cabeça no espaço
E abraça um cardume de louras estrelas,
Ao ontem e ao hoje ofereça teus braços
E o canto que fazes nas tardes singelas.
 
Poeta, em delírios da musa adorada
Levanta a cabeça galgando o infinito:
Solene erga os olhos à era passada,
E ao grito da fera – fazei vosso grito!
 
Acorda o futuro no dia presente
Vivendo o agora esquecendo o futuro;
Dai sono ao passado glorioso ou descrente,
Pintando na tela a paisagem do puro!
 
26.06.1979
 
EsioPoeta
 

15 de abril de 2010

DIVAGAÇÃO





Divagação

No meu jardim, as rosas
Formosas
Florescem colorindo
Um lindo
Esplendor. A magia
Do dia
Do sonho falecido
Florido,
Na flor do pensamento
Com o vento
Roça uma face oculta,
Inculta,
Do meu primeiro sonho
Risonho,
Daquela bela rosa
– Formosa
Do meu jardim singelo
E belo...
Preferindo o perfume
E o lume
Das estrelas errantes,
Radiantes,
Do meu futuro anseio,
No enleio
Da minha solidão
– Em vão!

09.06.1972


Esio Antonio Pezzato

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MINHA MULHER




Minha Mulher

Vejo a esperança
Nesta criança
Do bem-querer!
Um paraíso
No teu sorriso,
Linda mulher!

E este meu verso
É um universo
De bem querer.
És minha vida,
Oh, flor querida,
Minha mulher.

Num mesmo abraço
Uni meu braço
Ao teu, mulher.
E foste a rosa
Maravilhosa
Deste prazer.

Eu fui sozinho
No teu caminho
Desse querer.
E nessa estrada
Tu foste a fada
Minha mulher.

Seguimos loucos
Em gritos roucos
Deste viver.
Meu paraíso
Foi teu sorriso,
Linda mulher.

26.05.1972


Esio Antonio Pezzato

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TER... SER...





Ter... Ser...

Ter uma vida inteira pela frente...
Contente
Galgar os pedestais da Mocidade!
Ter dentro d’alma – um misto de Esperança,
Bonança
Raiando como um sol de f’licidade!

Ser um hino de paz à madrugada,
Qual fada
Toda pura, tão branca e alvinitente...
Ter coração coberto de belezas...
Rarezas
De um céu azul tão belo e proeminente.

Ter uma vida inteira a ser vivida
Florida
Como rosa em jardim da Mocidade.
Ter dentro d’alma – um misto de Poesia,
Magia
Raiando como um sol de f’licidade!

Ser um hino de amor – ser num encontro
O outro,
Uma parcela exata da esperança.
Ser uma estrada guiando ao rumo certo,
Aberto
Para encontrar um riso de criança.

03.05.1972



Esio Antonio Pezzato

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CRIANÇAS




Crianças

Neste momento, a plácida esperança,
Renasce sobre risos de criança
Que nunca sentem dor.
Elas vivem do amor!
Partindo para o mundo com segredos,
Que a natureza mostra com brinquedos
Na alvorada sadia de verão,
No palpitar do puro coração.

Não sentem nunca o ódio, a dor das bombas,
P’ra elas o mundo é como as pombas
No arrolo de esplendor.
Um hino de louvor!
Sentem a vida numa breve orgia,
Desejos infantis, uma alegria,
Que forja na esperança ao ver o sol,
E no canto de amor de um rouxinol.

Crianças! Este mundo não é belo,
Um dia tu verás que tais anelos
Foram desejos vis...
Terás os teus amigos com fuzis.
Matando aquele mesmo irmão de outrora,
Esperando uma aurora,
Para ver e matar um coração
Que está à tua frente – num perdão.

Amem, crianças. Amem a inocência,
Pois o mundo caminha na indecência
Para matar irmão.
Nos fuzis amarrais milhões de flores,
E quem sabe haverá menores dores
Quando uma bala entrar num coração.

19.04.1972



Esio Antonio Pezzato

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VERSOS PARA MÚSICA




Versos para música


Uma esperança
Em mim floriu,
Uma criança
A mim sorriu.

Tive meu peito
Cheio de flor.
Vi um mundo feito
De paz e amor.

Um simples riso
De sugestão:
Um paraíso
No coração!

Uma esperança
Naquele olhar,
Bela criança
Do bem amar.

Com simples gesto
Dos lábios meus,
Meu manifesto
Deixei com Deus!

15.03.1972


Esio Antonio Pezzato

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RUMO




Rumo


Eu vaguei pelo mundo afora
Embora
Estivesse sempre, sempre só.
Segui as trilhas do caminho
Sozinho,
Por desertos... desertos só.

Segui o teu pálido vulto
Oculto
Por este pensamento meu.
Segui uma estrada de vida;
Vivida
Neste caminho para Deus!

Segui uma luz que brilhava,
Mostrava
Um caminho vivo e de paz.
Achei na calada da noite
O açoite
Que um vento impiedoso traz.

E vaguei pela paz ternura,
Tão pura
Que o vento p’ra longe soprou...
Cristo – pela paz que o homem clama
Derrama
O amor que o vento levou.

26.02.1972

* Minha primeira Poesia publicada no Jornal de Piracicaba no dia 07 de março de 1972.



Esio Antonio Pezzato

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13 de abril de 2010

AMANTES





Amantes

Minha vida não tem nada,
Nem um corpo de prazer.
Vago de estrada em estrada
Procurando o que fazer.
É um caminho de dores,
As mulheres – minhas flores,
Mais fortalece meu ser!
A vagar de corpo em corpo,
O sentido lasso, torpo,
Abraçado na mulher.

Os teus lábios tão serenos
Como o celeste do céu...
O teu corpo tão moreno
Natureza ofereceu...
Os dois corpos delirantes,
Na volúpia dos amantes
Em beijos de mil prazer.
Sentindo o leito macio
Sufocar num arrepio
Na sede de arrefecer...

Madrugada noite fria
Terminou o meu prazer.
Já não sinto o que sentia
No teu corpo de mulher!
Sentirei os teus abraços,
Na volúpia dos meus braços
A sentir os braços teus...
Há dois corpos delirantes,
São dois olhos tão brilhantes
Penetrados para os céus.

Mil vidas arrefecidas
Há dois corpos no prazer.
Duas almas esquecidas
A de um homem e mulher.
Esquecidos deste mundo
Penetrados no profundo
Neste escuro de prazer.
A verdade de uma vida,
Nos teus braços, oh, querida,
Belo corpo de mulher!

10.12.1971



Esio Antonio Pezzato

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RESTO DE PAZ





Resto de paz

Vai, reflita sobre o mundo...
Então o que encontrarás?
Milhões de seres imundos
Procurando pela paz.

A paz... então ela existe?
Mas como ninguém a viu?
Oh! Mundo terrestre triste,
O poema da paz partiu...

Para longe deste mundo
Oh! Planeta Solidão.
Qual o encontro mais fecundo
P’ra tingir o coração?

Tingi-lo todo de branco
Como manda a virgem paz.
Está paz de um mundo franco,
Que não mais me satisfaz.

A paz – a paz derradeira
Que aquela brisa primeira
P’ra longe o vento soprou...
– Subiu no céu pelos ares,
Afogou lá pelos mares,
E então a guerra exaltou!

25.02.1972


Esio Antonio Pezzato

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DISTÂNCIA




Distância


Hoje estamos tão distantes,
Mas existe a chama ardente
Quando unimos por instantes
Os lábios num beijo quente.

Toda distância que existe
Faz aumentar nosso amor:
Pois se às vezes fico triste,
Inda escuto o teu clamor.

Não nos importa a distância
E ela pouco nos afeta,
Porque vivemos com ânsia
O áureo amor que em nós projeta.

15.02.1972



Esio Antonio Pezzato

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MADRUGADA




Madrugada


Tudo calmo... Retinem pela noite
Os ecos tenebrosos como açoite
E se perdem no além...
Noite calma... uma hora quase soa,
Madrugada passando e já entoa
Neste ermo sem ninguém...

No meu quarto uma luz – a poesia –
Vai reclamando pela noite fria
O sonho todo meu!
Só meu... Eu tenho medo de mim mesmo,
Meus passos vão além... ébrios, mas a esmo,
Que foi que aconteceu?

Noite fria... Somente a madrugada
Canta comigo pelo simples nada
De alegrias e de ais.
E, canto a minha dor e a dor alheia;
Vem – amiga leal e companheira,
Teus gestos são demais. –

Esta poesia chega em noite infinda,
Faço versos e vejo pois, ainda,
O que não escrevi.
O sono está chegando no meu corpo,
Já não sinto p’ra mim nenhum conforto,
Sentindo o que senti.

Então a poesia continua,
Vagando pelo céu... beijando a lua,
Que começa a surgir...
E vai... a noite passa vagarosa,
Floresce no jardim mais uma rosa,
E eu espero o porvir...

26.01.1972



Esio Antonio Pezzato

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MORTE





Morte

Eu sei – chegarás, oh, morte! –
Também sei que vou morrer...
Ninguém nos tira esta sorte,
Ninguém soube ainda vencer!

A morte é momento incerto
Que chega e não volta atrás.
É como um sonho desperto
Que tira da vida – a Paz!

Vem e cai, desfeita ao vento,
Quais folhas mortas pelo ar...
Se, fica ou se vai – momento
De pensar em não pecar!

17.11.1971



Esio Antonio Pezzato

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10 de abril de 2010

NECESSIDADE




Necessidade


Uma flor, um sorriso,
Um olhar, um perdão.
Ai, de ti eu preciso,
Dê-me teu coração.

Uma flor em teus lábios,
Um sorriso, um amor.
– Nossos lábios tão sábios,
Exprimiram calor.

Nossas mãos, nossos braços,
Num abraço leal.
Nas carícias abraços
De um amor sensual.

Não me esqueço, querida,
Desta nossa união:
– Eu uni minha vida
Junto ao teu coração.

07.01.1972


Esio Antonio Pezzato

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