BLOGGER TEMPLATES - TWITTER BACKGROUNDS »

1º PRÊMIO RECEBIDO DO VEJABLOG - MELHORES BLOGS DO BRASIL

VejaBlog - Seleção dos Melhores Blogs/Sites do Brasil BLOG ESIOPOETA

SEGUIDORES

ACESSOS

contador de acesso

ROMARIA PIRAPORA 2013 - ESIOPOETA E AMIGOS

CLIQUE PARA LER O NOVO LIVRO DE SONETOS DE ESIOPOETA- CONTEMPLAÇÃO

COQUETEL DE LANÇAMENTO DO LIVRO DE SONETOS APRENDIZ DA PALAVRA DO POETA ESIO

RECEBA ATUALIZAÇÕES NO SEU E-MAIL

Entre com seu e-mail:

Delivered by FeedBurner

31 de dezembro de 2009

TERZA RIMA



Terza Rima

Caminhos, e caminhos, e caminhos...
Qual estrada seguir que vejo à frente
Se como eu tantos outros vão sozinhos?

Procuro um rumo azul e diferente,
Uma felicidade fugidia
Para um dia, do amor, eu ser um crente.

Mas sinto dentro d’alma uma agonia,
Um medo insano, uma vontade louca,
Uma estranha acidez que me crucia.

Gosto de fel mastigo em minha boca,
E parece que é angústia o que mastigo.
Tento falar e, a voz é surda e rouca.

O martírio em meu peito fez abrigo.
E parece inquilino aposentado
E com manias quer brincar comigo.

Não consigo entender-me nesse estado:
Para a felicidade tenho tudo
Mas na verdade sou desesperado.

Por causa disso continuo mudo.

14.03.2003


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

POEMA FIGURATIVO



Poema figurativo


CONTEMPLO
NO TEMPLO
I M A G E M
TÃO SANTA!
POR NÓS MORRESTE NESTA CRUZ - QUE É SANTA,
TU QUE NO MUNDO FOSTE O REI DOS REIS
MAS O HOMEM ESQUECEU OS TEUS SOFRERES
E DO AMOR ESQUECEU A TUAS SANTAS LEIS.
OH! CRISTO
ASSISTO
A TUA
AGONIA.
CONTIGO
MARIA
LAMENTA
E SOFRE
E CHORA
SEU PRANTO
AMARGO
QU'A TERRA
DEVORA.
TUDO É TRISTEZA
O MUNDO SÓ PENSA EM GUERRA,
A HUMANIDADE AINDA NÃO ACREDITA
QUE TU MORRESTE PARA NOS SALVAR,
NÃO ACREDITA QUE TU FOSTE O VERBO
QUE NESTE MUNDO VEIO SE MOSTRAR!

28.08.1975


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

HAIKAI (Esmeraldino)



Haikai
(Esmeraldino)

Das paixões primeiras
Um grito ecoa o infinito:
Palmeiras! Palmeiras!

28.03.2007


Esio Antonio Pezzato



Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

HAIKAI (da atualidade)



Haikai
(da atualidade)

A vida é de graça,
Mas no fogão da ilusão
O almoço é cachaça.

09.09.2004



Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum silencioso



Pantum silencioso

Às vezes o silêncio me atordoa.
Quero gritar com a voz do pensamento,
Porém, no espaço um surdo som ressoa,
E nem faz eco junto ao sentimento.

Quero gritar com a voz do pensamento
Mas nada falo e penso, penso, penso.
E nem faz eco junto ao sentimento
Tudo o que penso com desejo imenso.

Mas nada falo e penso, penso, penso,
A um labirinto minha angústia prendo.
Tudo o que penso com desejo imenso
E deixa o coração feroz, fervendo.

A um labirinto minha angústia prendo
Sentindo que atra fúria me arrebata.
E deixa o coração feroz, fervendo,
Parecendo um leão que em garras mata.

Sentindo que atra fúria me arrebata,
Meus versos duros para o chão derramo,
Parecendo um leão que em garras mata,
O teu amor em pensamento chamo.

Meus versos duros para o chão derramo
Mas meu amor no céu é o que ora soa.
Se teu amor em pensamentos chamo,
Às vezes o silêncio me atordoa.

13.06.2004


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da vida em poesia



Pantum da vida em poesia

Toda a Poesia trago dentro d’alma
Encarcerada dentro de áureo cofre.
Por isso sinto paz e imensa calma,
Quando, inspirado, crio nova estrofe.

Encarcerada dentro de áureo cofre,
Estão minhas vontades e desejos.
Quando, inspirado, crio nova estrofe,
As rimas cubro com sinceros beijos.

Estão minhas vontades e desejos,
Os versos todos que já fiz no mundo.
As rimas cubro com sinceros beijos,
Dos poemas mais puros, eu me inundo.

Os versos todos que já fiz no mundo,
Da minha vida narram toda a história.
Dos poemas mais puros, eu me inundo,
Contando toda a minha trajetória.

Da minha vida narram toda a história
Os Sonetos, os Pantuns, as Baladas.
Contando toda a minha trajetória,
Em páginas floridas e encantadas.

Os Sonetos, os Pantuns, as Baladas,
Com decassílabos e alexandrinos,
Em páginas floridas e encantadas,
Bimbalham como brônzeos, firmes sinos.

Com decassílabos e alexandrinos,
Fui fiel à Ilusão de ser Poeta.
Bimbalham como brônzeos, firmes sinos,
Os meus sonhos que são a minha meta.

Fui feliz à Ilusão de ser Poeta,
E as Musas mais fiéis tive comigo,
Os meus sonhos que são a minha meta,
Ao coração são um suave abrigo.

E as Musas mais fiéis tive comigo,
De tal jornada fiz um relicário.
Ao coração são um suave abrigo,
Não me deixando nunca, solitário.

De tal jornada fiz um relicário
Para, florida, se tornar a estrada.
Não me deixando nunca solitário,
E minh’alma, jamais, abandonada.

Para florida se tornar a estrada,
Sempre feliz, jamais perco meu rumo.
E minh’alma, feliz, livre e encantada,
Jamais negrejará com o denso fumo.

Sempre feliz, jamais perco meu rumo,
Que a Esperança em meu peito é doce e é calma.
Jamais negrejará com o denso fumo,
A Poesia que trago dentro d’alma.

08.09.2008



Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

29 de dezembro de 2009

PANTUNS - Pantum da Esperança



Pantum da esperança

Uma ilusão, uma ilusão apenas,
Faz que seja feliz a nossa vida.
As esperanças esverdeadas, plenas,
Florescem junto à estrada a ser seguida.

Faz que seja feliz a nossa vida
Um sorriso sincero, amigo, aberto.
Florescem junto à estrada a ser seguida
As ânsias de vencer qualquer deserto.

Um sorriso sincero, amigo, aberto,
Aos nossos sonhos vale mais que tudo.
Às ânsias de vencer qualquer deserto,
Um sorriso de amor é nosso escudo.

Aos nossos sonhos vale mais que tudo
O braço amigo, o gesto de confiança.
Um sorriso de amor é nosso escudo
Junto à Fraternidade – uma esperança!

O braço amigo, o gesto de confiança,
E a caminhada vai ficar mais forte.
Junto à Fraternidade – uma esperança
E a incerta vida vence a certa morte.

E a caminhada vai ficar mais forte.
Se os corações tem elos de amizade.
E a incerta vida vence a certa morte,
E a mentira é esmagada na verdade.

Se os corações têm elos de amizade,
A vida explode sorridente, bela,
E a mentira é esmagada na verdade,
Quando o amor em noss’alma é sentinela.

A vida explode sorridente, bela,
E a esperança se torna mais festiva.
Quando o amor em noss’alma é sentinela.
A força de vencer se faz mais viva.

E a esperança se torna mais festiva
Mais aberto se faz nosso sorriso.
A força de vencer se faz mais viva
Dentro do peito o amor se faz preciso.

Mais aberto se faz nosso sorriso,
Na chama que jamais se faz extinta.
Dentro do peito o amor se faz preciso
Basta apenas que n’alma a gente o sinta.

Na chama que jamais se faz extinta,
Que as nossas ilusões se façam plenas.
Basta apenas que n’alma a gente sinta
Uma ilusão, uma ilusão apenas...

02.09.2008


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da Vida



Pantum da vida

A vida passa de maneira intensa
Dentro de um sonho fulgurante e puro.
Agradecer a vida numa crença
Deixa floridos dias do futuro.

Dentro de um sonho fulgurante e puro
Eu vivo os dias de prazeres cheio.
Deixa floridos dias do futuro,
E ao coração traz paz e doce enleio.

Eu vivo os dias de prazeres cheio
Plantando rosas e colhendo estrelas.
E ao coração traz paz e doce enleio
Às esperanças, quando posso vê-las.

Plantando rosas e colhendo estrelas
Eu vou rimando os versos dos poemas.
As esperanças, quando posso vê-las,
Transformam-se em fantásticos diademas.

Eu vou rimando os versos dos poemas
Com o coração broslado de esperança.
Transformam-se em fantásticos diademas
Meus sonhos em sorrisos de crianças.

Com o coração broslado de esperança
De joelhos teço a Deus a minha prece.
Meus sonhos em sorrisos de crianças
A cada dia uma alegria tece.

De joelhos teço a Deus a minha prece
Agradecendo tudo o quanto tenho.
A cada dia uma alegria tece
Meu coração nesse sublime engenho.

Agradecendo tudo o quanto tenho,
Sei que possuo mais do que preciso.
Meu coração nesse sublime engenho
Faz um canto com as notas de um sorriso.

Sei que possuo mais do que preciso
Por isso bem reparto o que me sobra.
Faz um canto com as notas de um sorriso
A flauta que me minh’alma um canto dobra.

Por isso bem reparto o que me sobra
E assim vivendo sonho em paz comigo.
A flauta que em minh’alma um canto dobra,
Faz que eu conquiste sempre um novo amigo.

E assim vivendo sonho em paz comigo
Para ser mais feliz em meu futuro.
Faz que eu conquiste sempre um novo amigo
Dentro de um sonho fulgurante e puro.

Para ser mais feliz em meu futuro
Reafirmo a vida numa nova crença.
Dentro de um sonho fulgurante e puro,
A vida passa de maneira intensa.

09.04.2008


Esio Antonio Pezzato


Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum daquele tempo



Pantum daquele tempo

Aquele tempo que passamos juntos,
Floriu de manacás os nossos sonhos.
Beijos dados cortavam os assuntos,
De mãos dadas passeávamos risonhos.

Floriu de manacás os nossos sonhos
E rimos ao sabor de ardentes beijos.
De mãos dadas passeávamos risonhos
Trocando juras cheias de desejos.

E rimos ao sabor de ardentes beijos,
E foi total e pura a nossa entrega.
Trocando juras cheias de desejos,
Ao mundo a vista se tornava cega.

E foi total e pura a nossa entrega,
Magia doce em todos os momentos.
Ao mundo a vista se tornava cega,
Surdos ouvidos para a voz dos mundos.

Magia doce em todos os momentos.
Ternura, afeto, alvorecer de lírios.
Surdos ouvidos para a voz dos ventos,
– Éramos só nós dois entre delírios.

Ternura, afeto, alvorecer de lírios,
E o campo era um jardim de flores cheio.
– Éramos só nós dois entre delírios,
Corpos flutuando em leve devaneio.

E o campo era um jardim de flores cheio
Em meio às flores eu te confundia.
Corpos flutuando em leve devaneio,
Magia, mansidão, brisa e poesia.

Em meios às flores eu te confundia,
E eu te afagava as pétalas, formosa.
Magia, mansidão, brisa e poesia,
Pois eras para mim – única rosa.

E eu te afagava as pétalas, formosa,
E teu sorriso cúmplice – era encanto.
Pois eras para mim – única rosa,
Rima perfeita para um novo canto.

E teu sorriso cúmplice – era encanto,
Enquanto a noite desfolhava em astros.
Rima perfeita para um novo canto,
Os teus cabelos soltos e desnastros.

Enquanto a noite desfolhava em astros,
A relva agasalhou teu doce sono.
Os teus cabelos soltos e desnastros,
Cobriram os teus seios no abandono.

A relva agasalhou teu doce sono
E eu te compus, num ímpeto, estes versos.
Cobriram os teus seios no abandono,
As rimas e meus sonhos tão dispersos.

E eu te compus num ímpeto estes versos
Lembrando-me a sorrir de mil assuntos.
As rimas e meus sonhos tão diversos
E aquele tempo que passamos juntos.

28.03.2008


Esio Antonio Pezzato


Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da saudade peregrina



Pantum da saudade peregrina

A saudade é um cometa peregrino
E vive a navegar na órbita imensa.
Caminha pelo espaço sem destino
Surgindo, às vezes, em fugaz presença.

E vive a navegar na órbita imensa
Trazendo sonhos de um viver distante.
Surgindo, às vezes, em fugaz presença,
Eu me recordo de uma ardente amante.

Trazendo sonhos de um viver distante
Acende o fogo de um delírio insano.
Eu me recordo de uma ardente amante
Que me fez juras de um cruel engano.

Acende o fogo de um delírio insano
Que me deu vida e após, me trouxe a morte;
Que me fez juras de um cruel engano,
Selando meu viver em negra sorte.

Que me deu vida e após, me trouxe a morte
Deixando o meu cenário todo preto.
Selando meu viver em negra sorte,
Na vida foi faltal este amuleto.

Deixando o meu cenário todo preto,
Meu coração se pôs em denso luto.
Na vida foi fatal este amuleto,
Por isso, agora, contra sombras, luto.

Meu coração se pôs em denso luto
No desespero de uma atrocidade.
Por isso, agora, contra sombras, luto,
Para matar as flores da saudade.

No desespero de uma atrocidade,
Sinto que para o amor estou gelado.
Para matar as flores da saudade,
Tirei do peito, o coração magoado.

Sinto que para o amor estou gelado,
Porque nas sombras, a minh’alma esgueira.
Tirei do peito, o coração magoado,
Aquecendo-o nas brasas da fogueira.

Porque nas sombras, a minh’alma esgueira,
Eu sinto o coração pulsar agora.
Aquecendo-o nas brasas da fogueira,
Vislumbro a vida numa nova aurora.

Eu sinto o coração pulsar agora,
Qual astro tutelar em céu aberto.
Vislumbro a vida numa nova aurora,
Bem distante das noites de deserto.

Qual astro tutelar em céu aberto
Caminho pela vida sem destino.
Bem distante das noites de deserto,
A saudade é um cometa peregrino.

28.03.2008


Esio Antonio Pezzato


Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da sombra



Pantum da sombra

Tua presença outrora tão constante,
Se reduziu a tenebrosa sombra.
Agora tua ausência anavalhante
Como fantasma minha vida assombra.

Se reduziu a tenebrosa sombra
Toda a densa loucura tão sonhada.
Como fantasma minha vida assombra
Tua ausência na minha madrugada.

Toda a densa loucura tão sonhada
Foi solapada pelo vento em fúria.
Tua ausência na minha madrugada
Põe no meu coração o fel da injúria.

Foi solapada pelo vento em fúria
Tuas verdades cheias de mentira.
Põe no meu coração o fel da injúria
Quando em ti penso com pavor, com ira.

Tuas verdades cheias de mentira
Dentro do peito me calou mais forte.
Quando em ti penso com pavor, com ira,
Desesperado penso até na morte.

Dentro do peito me calou mais forte
Todos os sonhos tão sonhados juntos.
Desesperado penso até na morte
Vendo os sonhos de amor como defuntos.

Todos os sonhos tão sonhados juntos
E agora a tua ausência anavalhante.
Vendo os sonhos de amor como defuntos
Tua presença outrora tão constante.

03.07.2007


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum das rimas encadeadas



Pantum das rimas encadeadas

Sonho que trago dentro da minh’alma
Tanto me acalma quanto me angustia.
É um sonho de viver na paz que ensalma,
Tendo por palma – encanto da poesia.

Tanto me acalma quanto me angustia
A noite fria com seu longo enredo.
O mais florido encanto da poesia
É fantasia que me causa medo.

A noite fria com seu longo enredo
Busco em segredo, mas caminho incerto.
É fantasia que me causa medo
E fico azedo frente a tal deserto.

Busco em segredo, mas caminho incerto,
É longe ou perto o que procuro em ânsia?
E fico azedo frente a tal deserto,
Que por decerto só contém distância.

É longe ou perto o que procuro em ânsia,
Ou é a inconstância que me fere o passo
Que por decerto só contém distância,
Fria fragrância para um sonho lasso.

Ou é inconstância que me fere o passo
E pelo espaço sonhos vou buscando?
Fria fragrância para um sonho lasso,
Me prende a um laço sem ter onde ou quando.

E pelo espaço sonhos vou buscando,
Vivo sonhando por ansiá-los tanto.
Me prende a um laço sem ter onde ou quando,
E vivo errando nesse desencanto.

Vivo sonhando por ansiá-los tanto
Existe um canto para eu encontrá-lo?
E vivo errando nesse desencanto,
Imerso em pranto não consigo achá-lo.

Existe um canto para eu encontrá-lo
Triste intervalo em triste desafago.
Imerso em pranto não consigo achá-lo
Pois me resvalo sem poder ser mago.

Triste intervalo em triste desafago,
Somente um mago a minha dor acalma.
Pois me resvalo sem poder ser mago,
E o sonho trago dentro da minh’alma.

26.08.2004


Esio Antonio Pezzato




Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

27 de dezembro de 2009

PANTUNS - Pantum do silêncio



Pantum do silêncio

Quero, ao silêncio d'alta madrugada,
Contemplando o teu corpo enlanguescido,
Soltar meu verso em forma de balada
Após, do amor, batalhas ter vivido.

Contemplando o teu corpo enlanguescido
Na paz sonhada, na paixão imensa,
Após, do amor, batalhas ter vivido,
Soltar espasmos de ternura e crença.

Na paz sonhada, na paixão imensa,
Entorpecido, pelo ardor do vinho,
Soltar espasmos de ternura e crença
Ao te embalar em cantos de carinho.

Entorpecido, pelo ardor do vinho
Teu corpo lembra um copo de licores
Ao te ambalar em cantos de carinho
Quero, em cantigas, te falar de amores.

Teu corpo lembra um copo de licores
Porém, agora, um copo de silêncio.
Quero, em cantigas te falar de amores,
Que meu amor, jamais o tempo vence-o.

Porém, agora, um copo de silêncio
Lembra teu corpo abandonado ao leito;
Que meu amor, jamais o tempo vence-o
Pois meu amor, querida, ele é perfeito.

Lembra teu corpo abandonado ao leito
Pétalas rubras de um amor encanto,
Pois meu amor, querida, ele é perfeito
Como as rimas perfeitas deste canto.

Pétalas rubras de um amor encanto
Parecem os meus versos de balada.
Como as rimas perfeitas deste canto
Vejo teu corpo nesta madrugada.

16.09.1999


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da emoção



Pantum da emoção

Apareceste um dia em meu caminho
Pedindo apenas um amor ardente,
E eu que há tempos não dava meu carinho
Dei-o a ti numa emoção fremente.

Pedindo apenas um amor ardente
Tu nada mais em troca me pediste.
Doei a ti numa emoção fremente
Toda a paixão que ainda em meu peito existe.

Tu nada mais em troca me pediste
E meu amor cresceu apaixonado.
Toda a paixão que ainda em meu peito existe
É maior do que o céu, anjo adorado.

E meu amor cresceu apaixonado
E passei a viver por ti somente.
É maior do que o céu, anjo adorado,
Este amor que me faz da vida um crente.

E passei a viver por ti somente
E a tristeza em minh’alma, foi-se embora.
Este amor que me faz da vida um crente
Faz que eu cante baladas desde a aurora.

E a tristeza em minh’alma, foi-se embora
E esta felicidade delirante
Faz que eu cante baladas desde a aurora
Até a noite, minha doce amante.


E esta felicidade delirante
Explode num poema de mil beijos;
Até a noite, minha doce amante,
Sinto em mim sensações desses desejos.

Explode num poema de mil beijos
Os meus olhos olhando nos teus olhos.
Sinto em mim sensações desses desejos
E da vida eu esqueço o mar de abrolhos.

Os meus olhos olhando nos teus olhos...
Não pode haver maior felicidade,
E da vida eu esqueço o mar de abrolhos
No exato instante que a paixão me invade.

Não pode haver maior felicidade
Que os nossos corações na paz imensa.
No exato instante que a paixão me invade,
Mais que o amor – tu és a eterna crença!

Que os nossos corações na paz imensa
Mostrem ao mundo o amor feito carinho.
Mais que o amor – tu és a eterna crença
Que apareceu um dia em meu caminho.

16.06.1977



Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da noite



Pantum da noite

Ao vir da noite apaixonada e leda
Eu ficarei á tua espera, amada,
E descerei contente na alameda
Para beijar as tuas mãos de fada.

Eu ficarei à tua espera, amada,
Desfiando um rosário de poesia
Para beijar as tuas mãos de fada
E beijar tua face tão macia.

Desfiando um rosário de poesia
Passarei horas, horas e mais horas...
E beijar tua face tão macia
Fará esquecer-me as noites e as auroras.

Passarei horas, horas e mais horas,
Somente a olhar o teu divino rosto.
Fará esquecer-me as noites e as auroras
O traço de teu rosto tão composto.

Somente a olhar o teu divino rosto
Mais que mulher – eu julgo-te uma santa.
Aos traços de teu rosto tão composto,
Faço-te esta canção que até me espanta.

Mais que mulher – eu julgo-te uma santa
Vendo o teu corpo de macia seda.
Faço-te esta canção que até me espanta
Ao vir da noite apaixonada e leda.

1978 (Luzes da Aurora)



Esio Antonio Pezzato



Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum do anoitecer



Pantum do anoitecer

Ao ver a noite que me chega triste,
E que me cobre com seu negro manto,
Minha felicidade não existe
– Da vida só carrego desencanto.

E que me cobre com seu negro manto
Colocando a tristeza na minh’alma...
Da vida só carrego desencanto
E nada, nada o coração me acalma.

Colocando tristeza na minh’alma
Lembro-me de meus trágicos amores.
E nada, nada o coração me acalma
E sofro com a lembrança dessas dores.

Lembro-me de meus trágicos amores
Que rompendo a manhã, iam-se embora.
E sofro com a lembrança dessas dores
Todos os dias quando surge a aurora.

Que rompendo a manhã iam-se embora
E eu ficava sozinho com meus sonhos,.
Todos os dias quando surge a aurora
Meus pensamentos tornam-se tristonhos.

E eu ficava sozinho com meus sonhos
Sofrendo a angústia de um constante inverno.
Meus pensamentos tornam-se tristonhos
Sem ter quem me ofereça um sonho terno.

Sofrendo a angústia de um constante inverno
Eu busco a primavera colorida.
Sem ter quem me ofereça um sonho terno
Ao pesadelo atroz entrego a vida.

Eu busco a primavera colorida
Cheia de flores, com festões doirados.
– Ao pesadelo atroz entrego a vida
Pois meus sonhos estão desesperados.

Cheia de flores, com festões doirados,
Vejo a vida seguindo seu destino.
Pois meus sonhos estão desesperados
E n’alma só carrego desatino.

Vejo a vida seguindo seu destino
– Minha felicidade não existe!
E n’alma só carrego desatino
Ao ver a noite que me chega triste.

26.10.1998


Portal dos Sonhos, 2000


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum em Redondilhas



Pantum em Redondilhas

Quero mundos conquistar
Numa simples caravela,
Pois existe tanto mar
E esta vida é tão bela.

Numa simples caravela
Quero meus sonhos domar
E esta vida é tão bela
Que vale a pena sonhar

Quero meus sonhos domar
Sem ter medos, sem cautela,
Que vale a pena sonhar
Quando estou nos braços dela.

Sem ter medos, sem cautela
Quero um sonho para amar...
Quando estou nos braços dela
Nem vejo a vida passar.

Quero um sonho para amar
Da maneira mais singela.
Nem vejo a vida passar
Debruçado na janela.

Da maneira mais singela
Direi meu modo de amar:
Debruçado na janela
Passo tardes a cantar.

Direi meu modo de amar...
Numa canção terna e bela
Passo tardes a cantar
De maneira bem singela.

Numa canção terna e bela
Ficarei olhar o mar,
De maneira bem singela
Visitarei o luar.

Ficarei olhando o mar
Numa simples caravela
Visitarei o luar
Lembrando os encantos dela.

Num simples caravela
Quero meus sonhos domar,
Lembrando os encantos dela
Quero mundos conquistar.

23.01.1999


Viagem Poética, 1999



Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum tristonho



Pantum tristonho

Há em mim a sensação estranha de que a vida
Já não é mais igual à vida do passado,
Onde vivia em meio a uma estação florida
E os sonhos eram bons, e o céu, sempre azulado.

Já não é mais igual à vida do passado
A vida que hoje foge através de esquivanças.
E os sonhos eram bons, e o céu, sempre azulado,
Já não existem mais no mundo das lembranças.

A vida que hoje foge através de esquivanças
Deixa um saldo tristonho e cheio de agonia.
Já não existem mais no mundo das lembranças,
Um parque colorido e um palco de alegria.

Deixa um saldo tristonho e cheio de agonia
As podres ambições dos homens nesta Terra.
Um parque colorido e um palco de alegria
Hoje são orlas onde explode a negra guerra.

As podres ambições dos homens nesta Terra
Destruíram o Poder e a Paz que houve no mundo.
Hoje são orlas onde explode a negra guerra
Os campos verdes onde havia o amor profundo.

Destruíram o Poder e a Paz que houve no mundo
Homens com corações de bruxuleantes feras.
Os campos verdes onde havia o amor profundo,
Hoje é inverno voraz, não mais há primaveras.

Homens com corações de bruxuleantes feras
Deixai que creste o mundo e a Paz seja clamada.
Pois eu sinto que a vida, ao fim das Primaveras,
Já não é mais igual à vida do passado.

29.02.1981


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

25 de dezembro de 2009

PANTUNS - Pantum da Solidão



Pantum da solidão

A tua ausência – mais que uma saudade,
Mais que meu coração me fere a entranha.
Delírio sufocante de ansiedade
Que traz angústia e sensação estranha.

Mais que meu coração me fere a entranha
Tua presença que se torna ausente.
Que traz angústia e sensação estranha,
À boca um gosto amargo, contundente.

Tua presença que se torna ausente
Faz-me criar canções de dor e tédio.
À boca um gosto amargo, contundente,
É a solidão que tenho por remédio.

Faz-me criar canções de dor e tédio
Esta melancolia que me fere.
É a solidão que tenho por remédio,
Tangida por sofrido miserere.

Esta melancolia que me fere
Lembra um terceto fúnebre de Dante.
Tangida por sofrido miserere,
A minha’alma soluça angustiante.

Lembra um terceto fúnebre de Dante
A hora fatal da tua despedida.
A minh’alma soluça angustiante
Desde a hora que acenaste na partida.

A hora fatal da tua despedida
– Pungente instante de fatal tortura! –
Desde a hora que acenaste na partida
Meu dia transformou-se em noite escura.

Pungente instante de fatal tortura
Feriu-me o coração como navalha.
Meu dia transformou-se em noite escura.
Meu céu azul nublou-se de limalha.

Feriu-me o coração como navalha:
– Tal cicatriz borbulha ainda a sangue.
Meu céu azul nublou-se de limalha
A estrada por seguir tornou-se exangue.

Tal cicatriz borbulha ainda a sangue
E a cada instante sinto que faleço.
A estrada por seguir tornou-se exangue,
Viver abandonado não mereço.

E a cada instante sinto que faleço
Não conseguindo retornar à vida.
Viver abandonado não mereço,
Porém, sozinho, é a estrada a ser seguida.

Não conseguindo retornar à vida,
Sinto que a solidão além me espera.
Porém, sozinho, é a estrada a ser seguida,
E sem ninguém tão triste é a primavera.

Sinto que a solidão além me espera
Hei de sozinho caminhar em luto.
E sem ninguém tão triste é a primavera:
A flor fenece e não madura um fruto.

Hei de sozinho caminhar em luto
Mas é tão triste caminhar sozinho.
A flor fenece e não madura um fruto,
Por certo morrerei neste caminho.

Mas é tão triste caminhar sozinho,
Sinto aflição e sensação estranha.
Por certo morrerei neste caminho
Já que a tortura torna-se tamanha.

Sinto aflição e sensação estranha,
Delírio sufocante de ansiedade.
Já que a tortura torna-se tamanha
E a tua ausência – mais que uma saudade.

29.06.2004


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum Terra sem males



Pantum Terra sem males

Terra sem males – plena de justiça
Um dia irá viver a nossa terra.
Pois na bondade é que a ternura viça
E vai calar a voz que clama a guerra.

Um dia irá viver a nossa terra
No delírio da paz – que ainda hoje é sonho.
E vai calar a voz que clama a guerra
A esperança num vale amplo e risonho.

No delírio da paz – que ainda hoje é sonho,
A humanidade irá sonhar, um dia...
A esperança num vale amplo e risonho
Irá dar rimas para uma poesia.

A humanidade irá sonhar, um dia,
Uma terra sem males, de bonança.
Irá dar rimas para uma poesia
A palavra que chama-se – Esperança!

Uma terra sem males, de bonança,
Na plenitude santa, num sorriso...
A palavra que chama-se – Esperança
O Homem há de levar ao Paraíso!

Na plenitude santa, num sorriso,
Os corações irão viver alados.
O Homem há de levar ao Paraíso
Os seus sonhos de amor iluminados.

Os corações irão viver alados
Na carícia de um beijo mais sincero.
Os seus sonhos de amor iluminados,
Deste mundo ainda anseio, e em transe espero.

Na carícia de um beijo mais sincero
Farei soar esta canção em hinos.
Deste mundo ainda anseio, e em transe espero,
Ouvir a paz num repicar de sinos.

Farei soar esta canção em hinos
Quando a justiça rebrilhar nos campos,
Ouvir a paz num repicar de sinos
E iluminar o céu com pirilampos.

Quando a justiça rebrilhar nos campos
A nossa Terra não terá seus males.
E iluminar o céu com pirilampos,
Também vai por mais luz nos verdes vales.

A nossa Terra não terá seus males
Que há de calar a voz que a guerra inflama.
Também vai por mais luz nos verdes vales
É o que o Poeta no seu verso clama.

Que há de calar a voz que a guerra inflama
Pois na bondade é que a ternura viça.
É o que o Poeta no seu Verso clama:
Terra sem males – plena de Justiça!

24.05.2003


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum dos Sonhos



Pantum dos sonhos

Esparjo meus poemas nas estradas
Para que possam rebentar em flores.
Na esperança de ver, apaixonadas,
As almas todas num florir de amores.

Para que possam rebentar em flores,
Lanço no chão, sementes dos meus sonhos.
As almas todas, num florir de amores,
Assim terão caminhos mais risonhos.

Lanço no chão, sementes dos meus sonhos,
Que irão por luz na rósea primavera.
Assim terão caminhos mais risonhos,
Quem sonhar uma vida mais sincera.

Que irão por luz na rósea primavera,
Para deixar meu mundo colorido.
Quem sonhar uma vida mais sincera,
Vai achar este mundo mais florido.

Para deixar meu mundo colorido,
Invento rimas que a alma em luz tece e
Vai achar este mundo mais florido
O coração que vê tão rara espécie.

Invento rimas que a alma em luz tece e
Fico feliz com rima tão brilhante.
O coração que vê tão rara espécie
Da própria vida passa a ser amante.

Fico feliz com rima tão brilhante
E faço uma canção terna e singela.
Da própria vida passa a ser amante
Ao por no verso rima assim tão bela.

E faço uma canção terna e singela
E te ofereço a ti, minha querida,
Ao por no verso rima assim tão bela,
Eu passo a ter maior amor à vida.

E te ofereço a ti, minha querida,
Cada verso que escrevo e em cada verso
Eu passo a ter maior amor à vida,
Na cadência da lei deste Universo.

Cada verso que escrevo e em cada verso,
As nossas almas mais apaixonadas.
Na cadência da lei deste Universo,
Esparjo meus poemas nas estradas.

13.11.2000


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da Existência



Pantum da existência

Eu e tu, a existência resumida
Em um amor esplêndido e profundo;
Capaz de fecundar uma outra vida,
Capaz de fecundar o próprio mundo.

Em um amor esplêndido e profundo
Criamos a raiz da Eternidade.
Capaz de fecundar o próprio mundo,
O próprio mundo cheio de verdade.

Criamos a raiz da Eternidade,
Desprezamos o lixo da incidência...
O próprio mundo – cheio de verdade
Dentre as ciências, mostrou-nos esta ciência.

Desprezamos o lixo da incidência;
A violência nós demos outra sorte.
Dentre as ciências, mostrou-nos esta ciência:
O Amor existe mesmo após a morte.

A violência nós demos outra sorte,
À perspectiva nós nos entregamos.
O amor existe após a própria morte,
– Somos frutos que estão nos mesmos ramos.

À perspectiva nós nos entregamos
Capaz de fecundar uma outra vida!
– Somos frutos que estão nos mesmos ramos,
Nós somos a existência resumida.

07.03.1976


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da Saudade



Pantum da saudade

Quando a saudade a sua lira tange
Meu coração modula uma cantiga.
E o mesmo verso no meu peito range
Da mesma forma secular, antiga.

Meu coração modula uma cantiga
Para lembrar o que ora não existe.
Da mesma forma secular, antiga,
O meu poema é solitário, triste.

Para lembrar o que ora não existe
E um dia foi meu canto de alvorada;
O meu poema é solitário, triste,
Com cadência sem fim de uma balada.

E um dia foi meu canto de alvorada,
A minha luz, o meu farol, meu tudo!
Com cadência sem fim de uma balada
Os versos faço de tristuras – mudo.

A minha luz, o meu farol, meu tudo,
Num fim de tarde adeuses me acenaram.
Os versos faço de tristuras – mudo
Ao ver as alegrias que passaram.

Num fim de tarde adeuses me acenaram
Os sonhos todos que vivi sorrindo.
Ao ver as alegrias que passaram
Sinto que tudo para mim é findo.

Os sonhos todos que vivi sorrindo
Deram-me a realidade sem encanto.
Sinto que tudo para mim é findo
E os versos rimo com meu próprio pranto.

Deram-me a realidade sem encanto,
A solidão, a angústia e o desconforto.
E os versos rimo com meu próprio pranto
Sentindo que meu grande amor é morto.

A solidão, a angústia e o desconforto,
Ferem meu coração que não tem calma.
Sentindo que meu grande amor é morto,
Nas mãos de Deus entrego enfim minh’alma.

Ferem meu coração que não tem calma
As horas que me agridem como alfanje.
Nas mãos de Deus entrego enfim minh’alma
Quando a saudade a sua lira tange.

17.12.2000


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum Saudoso



Pantum saudoso

Tenho pensado em ti ultimamente
Como um extremo bem, um lindo sonho.
E este meu pensamento em ti somente,
Tem me deixado o coração risonho.

Como um extremo bem, um lindo sonho,
Tenho a esperança de te ver um dia.
Tem me deixado o coração risonho
Os teus olhos que inspiram-me à Poesia.

Tenho a esperança de te ver um dia
Em minha estrada fulgurante e bela.
Os teus olhos, que inspiram-me à Poesia,
E brilham mais do que uma loura estrela.

Em minha estrada fulgurante e bela
Iremos a passeios de ternura...
E brilham mais do que uma loura estrela
Os meus olhos envoltos em ternura.

Iremos a passeios de ternura
Trocaremos carícias e mil beijos...
Os meus olhos envoltos em ternura,
Brilharão na ânsia de triunfais desejos.

Trocaremos carícias e mil beijos
E sonharemos dias mais floridos.
Brilharão na ânsia de triunfais desejos
Os nossos corações incandescidos.

E sonharemos dias mais floridos,
E colheremos flores pela estrada.
Os nossos corações incandescidos
Vislumbrarão ao ver a paz sonhada.

E colheremos flores pela estrada
Te enfeitarei com flores nos cabelos.
Vislumbrarão ao ver a paz sonhada
Nossos olhos em fúlgidos anelos.

Te enfeitarei com flores nos cabelos
E beijarei teus lábios tão ardentes.
Nossos olhos em fúlgidos anelos
Se entreolharão amantes e contentes.

E beijarei teus lábios tão ardentes,
– Palpitarás de amor, presa em meus braços! –
Se entreolharão amantes e contentes
Nossos olhos em férvidos abraços.

– Palpitarás de amor, presa em meus braços! –
E ficarei feliz, minha adorada.
Nossos olhos em férvidos abraços
Deixarão a noss’alma apaixonada.

E ficarei feliz, minha adorada,
Tendo o teu corpo junto ao meu unido.
Deixarão a noss1alma apaixonada
As passarelas de um jardim florido.

Tendo o teu corpo junto ao meu unido,
Te embalarei entre canções de amores,
As passarelas de um jardim florido,
Irão te confundir por entre as flores.

Te embalarei entre canções de amores.
Em teus ouvidos contarei histórias.
Irão te confundir por entre as flores
As cantigas que tenho nas memórias...

Em teus ouvidos contarei histórias,
– Histórias dos jardins de Capuleto.
As cantigas que tenho nas memórias
Te cantarei num lírico soneto.

Histórias dos jardins de Capuleto,
Falavam dos amantes de Verona.
Te cantarei num lírico soneto
O romance que tanto me apaixona.

Falavam dos amantes de Verona...
Porém, agora, falo a ti somente
O romance que tanto me apaixona:
– Tenho pensado em ti ultimamente!

18.01.1979


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

23 de dezembro de 2009

PANTUNS - Pantum do flerte



Pantum do flerte

Quando te vejo andando pela rua
Eu sinto n’alma uma vontade imensa
De te abraçar sob o clarão da lua
Que, cigana, no céu vive suspensa...

Eu sinto n’alma uma vontade imensa
De te beijar, em mágica alegria,
(Que, cigana, no céu vive suspensa)
Faz que o sonho eu adie dia a dia.

De te beijar, em mágica alegria,
Deixa minh’alma num momento louca...
Faz que o sonho eu adie dia a dia
Pois o desejo morre em minha boca.

Deixa minh’alma num momento louca
Tua forma de mágica princesa,
Pois o desejo morre em minha boca
E dos meus sonhos tu não vives presa.

Tua forma de mágica princesa
Colore os sonhos que em meu peito trago.
E dos meus sonhos tu não vives presa
Que não sou alquimista e nem sou mago.

Colore os sonhos que em meu peito trago
Apenas um sorriso nos teus lábios.
Que não sou alquimista e nem sou mago
E não consigo decifrar os sábios.

Apenas um sorriso nos teus lábios
Faz que eu fique feliz e se procuro
E não consigo decifrar os sábios,
Nem posso desvendar o meu futuro.

Faz que eu fique feliz e se procuro
Falar do amor que em êxtase me invade,
Nem posso desvendar o meu futuro
Nem o meu mundo de felicidade.

Falar do amor que em êxtase me invade,
Faria a minha vida ter encanto...
Nem o meu mundo de felicidade
Consegue ser a rima de meu canto.

Faria a minha vida ter encanto
Se tu, por um instante me quisesses.
Consegue ser a rima de meu canto
Teu nome que murmuro em minhas preces.

Se tu por um instante me quisesses,
O nosso amor fecundaria o mundo.
Teu nome que murmuro em minhas preces,
Assim eu sonho com ardor profundo.

O nosso amor fecundaria o mundo
E eu te amaria num clarão da lua.
Assim eu sonho com ardor profundo
Quando te vejo andando pela rua.

20.07.1994

Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum em redondilhas I



Pantum em redondilhas I

Todos os sonhos que trago
Dentro de meu coração
São fantasias de um mago
Mudadas em ilusão

Dentro de meu coração
Trago sonhos e cantigas
Mudadas em ilusão
São cantos de aves amigas

Trago sonhos e cantigas
Pelos caminhos de luz.
São cantos de aves amigas
Cada som que me seduz.

Pelos caminhos de luz
Brilho ao sol das alvoradas
Cada som que me seduz
Põe no céu canções doiradas

Brilho ao sol das alvoradas
E fico cheio de cor
Põe no céu canções doiradas
A minha rima de amor

E fico cheio de cor
Porque o amor me ilumina.
A minha rima de amor
Toda a minh'alma domina

Porque o amor me ilumina
Fico brilhante ao luar
Toda a minh'alma domina
Os cantos que sei cantar

Fico brilhante ao luar
Que lua cheia pareço!
Os cantos que sei cantar
São canções que bem conheço

Que lua cheia pareço,
Numa alegria sem sim.
São canções que bem conheço
Todo o amor que sinto em mim

Numa alegria sem fim
Eu me transformo num mago
Todo o amor que sinto em mim
Todos os sonhos que trago.

06.08.1999

Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da Lembrança



Pantum da Lembrança


Meus amores ficaram na saudade:
Todos passaram e eu fiquei sozinho.
E hoje, chorando ao céu, penso: quem há de
Colocar outro amor em meu caminho.

Todos passaram e eu fiquei sozinho
E eu olhei-os seguirem benfazejos.
Colocar outro amor em meu caminho
Desejo, mas que valem meus desejos?

E eu olhei-os seguirem benfazejos
A estrada da alegria e da ventura.
Desejo... mas que valem meus desejos
Se quem eu tanto amei deu-me amargura?

A estrada da alegria e da ventura
Outrora palmilhei cheio de planos.
Se quem eu tanto amei deu-me amargura,
Hoje minha certeza é só de enganos.

Outrora palmilhei cheio de planos
A avenida faustosa dos amores.
Hoje minha certeza é só de enganos:
A minha estrada não contém mais flores.

A avenida faustosa dos amores
Apontei para a minha idolatrada.
A minha estrada não contém mais flores
E ela não quis seguir-me nessa estrada.

Apontei para a minha idolatrada
O rumo certo da felicidade.
E ela não quis seguir-me nessa estrada:
Meus amores ficaram na saudade...

03.08.1989



Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum do Passado



Pantum do Passado


Como um rio, passaste em minha vida,
Um grande rio em época em enchente,
Que tudo vai levando de vencida,
Levando tudo o que acha pela frente.

Um grande rio em época de enchente
Por certo foi o nosso amor insano.
Levando tudo o que acha pela frente,
Em seu desejo imenso, soberano.

Por certo foi o nosso amor insano
Mas tanto nele eu, cego, acreditava
Em seu desejo imenso, soberano,
Que desse amor minha alma foi escrava.

Mas tanto nele eu, cego, acreditava,
Com em outros jamais, antes houvera.
Que desse amor minha alma foi escrava
Como as flores as são da primavera.

Como em outros jamais, antes houvera,
O meu desejo foi terrível, forte,
Com as flores as são da primavera,
O amor julguei muito maior que a morte.

O meu desejo foi terrível, forte,
Porém, fui sucumbindo no caminho.
O amor julguei muito maior que a morte,
Contudo a vida me deixou sozinho.

Porém, fui sucumbindo no caminho
E sem forças me vi no chão pregado.
Contudo a vida me deixou sozinho;
Deixou meu coração desesperado.

E sem forças me vi no chão pregado
Sequer um passo para dar à frente.
Deixou meu coração desesperado
Tua ausência que veio num repente.

Sequer um passo para dar à frente
Que tudo pareceu-me atroz, vazio.
Tua ausência que veio num repente,
Encheu meu coração igual a um rio.

Que tudo pareceu-me atroz, vazio,
E os sonhos fui levando de vencida.
Encheu meu coração igual a um rio
Que atravessou um dia a minha vida.

11.04.2007


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da Alegria Festiva



Pantum da Alegria Festiva


Toda a alegria festiva
Sentida em meu coração
Faz minh’alma ser cativa
Ao som de etérea canção.

Sentida em meu coração
A alegria é mais sincera,
Ao som de etérea canção
Me visto de primavera.

A alegria é mais sincera
E ao fazer-me tanto bem
Me visto de primavera
Com as cores todas que tem.

E ao fazer-me tanto bem,
Meu coração fica amando
Com as cores todas que tem
Que no céu fica brilhando.

Meu coração fica amando
Numa ternura sem fim:
Que no céu canta brilhando
Como um sol dentro de mim.

Numa ternura sem fim
A minh’alma solta um canto
Como um sol dentro de mim
Que traz calor, traz encanto.

A minh’alma solta um canto
Que quem ouve pede bis.
Que traz calor, traz encanto,
E faz o mundo feliz.

Que quem ouve pede bis
Ao ter su’alma cativa.
E faz o mundo feliz
Toda a alegria festiva.

28.05.1998






Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

PANTUNS - Pantum da Saudade



Pantum da Saudade


Quantos poemas juntos não vivemos,
Numa alegria extremamente intensa.
Aos barcos éramos nós dois os remos,
Do futuro nós éramos a crença.

Numa alegria extremamente intensa
Tivemos juntos colossais momentos.
Do futuro nós éramos a crença,
E nossas preces eram sentimentos.

Tivemos juntos colossais momentos:
Inesquecíveis sonhos tão vividos.
E nossas preces eram sentimentos,
Nossos instantes todos tão floridos.

Inesquecíveis sonhos tão vividos
Na magia de amantes tão suprema.
Nossos instantes todos tão floridos,
Gerava do silêncio, áureo poema.

Na magia de amantes tão suprema,
Éramos dois plasmados num delírio.
Gerava do silêncio, áureo poema
Cada instante vivido em terno Empíreo!

Éramos dois plasmados num delírio,
Na ânsia louca de amar e ser amado.
Cada instante vivido em terno Empíreo
Dentro do coração trago gravado.

Na ânsia louca de amar e ser amado,
Esqueci-me de mim, de Deus, do Mundo.
Dentro do coração trago gravado
Instante a instante no viver profundo.

Esqueci-me de mim, de Deus, do Mundo...
Eras tu minha intensa claridade.
Instante a instante no viver profundo,
Em meu silêncio vivo de saudade.

Eras tu minha intensa claridade,
Hoje és delírio de sofrer constante,
Em meu silêncio vivo de saudade,
Lembrando histórias de um viver amante.

Hoje és delírio de sofrer constante,
Barco afundado, destruídos remos! –
Lembrando histórias de um viver amante,
Quantos poemas juntos não vivemos.

03.08.2007


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

21 de dezembro de 2009

VILANELAS



Vilanela

Na tarde que vinha vindo
Havia a cor de violeta
Quando o sol ia dormindo.

Era o céu, matiz infindo,
Voava uma borboleta
Na tarde que vinha vindo.

No ocaso o raio era lindo,
Tive uma paixão secretaAdicionar imagem
Quando o sol ia dormindo.

Minh’alma ficou sorrindo
Quando viu a Julieta
Na tarde que vinha vindo.

Meu olhar ficou fulgindo
Como o brilho de um Poeta
Quando o sol ia dormindo.

E na vida fui seguindo
A estrada – amor como meta! –
Na tarde que vinha vindo.

O amor a mim foi bem-vindo,
Tive a alegria discreta
Quando o sol ia dormindo

Meu coração foi se abrindo...
Minh’alma ficou inquieta
Na tarde que vinha vindo.

No jardim da caçoleta
O amor foi me distraindo.
Na tarde que vinha vindo
Quando o sol ia dormindo.

24.08.1981

Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

VILANELAS



Vilanela

O coração faz poesia
E rima a felicidade
Num poema de alegria.

Por isso, com melodia,
O amor canta e em ansiedade
O coração faz poesia.

Penso que uma cotovia
Canta sua alacridade
Num poema de alegria.

Talvez pareça ousadia,
Mas no canto da amizade
O coração faz poesia.

Minh’alma te acaricia
Pois te adora de verdade
Num poema de alegria.

O teu amor é meu guia
E num canto de saudade
O coração faz poesia.

O meu olhar te vigia,
E olha com intensidade
Num poema de alegria.

Canta alegre, noite e dia...
Com força da mocidade
O coração faz poesia.

Te amo com tanta euforia
E te digo o que me invade
Num poema de alegria.

Este amor me desvaria
E me prende na unidade:
O coração faz poesia
Num poema de alegria.

12.11.1994


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

VILANCETE



Vilancete

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, doi não sei porque.
(Camões)

Solidão. Há na vida um céu de chumbo.
Ante agonias tais eu me sucumbo,
Lágrimas frias correm em meu rosto.
Faz frio. É rijo o inverno. É mês de agosto.
E essas noites sem fim, escuras, frias,
Por que viver assim tão longos dias?
Que dias há que na alma me tem posto?
É um mistério infinito esses momentos
Carregados de tredos sofrimentos.
O sol da claridade a mim se esconde.
E por mais que eu procure, busque, sonde,
Não encontro alegrias nesta vida.
É uma angústia que brota colorida,
Um não sei que, que nasce não sei onde.
Junto à noite sombria ando sozinho,
E não vejo ninguém neste caminho.
O coração dos sonhos já descrê,
E às alegrias sempre existe um se...
E não entendo e não defino como
Tal sentimento em mim com tanto assomo
Vem não sei como, doi não sei porque.
25.09.2008


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

SEXTINA



Sextina

Minha querida, na paixão mais louca
Eu quero te entregar a minha vida
E ser feliz em minha eternidade.
Quero estar ao teu lado a cada instante,
Ser teu Poeta, teu cantor, teu astro,
Tua paixão e todo o teu desejo.

Eis tudo o que na vida mais desejo
Para viver feliz a minha vida!
Se a paixão que me invade deixa louca
A minh’alma – então sonho a eternidade
Mesmo que seja apenas um instante
Para ser o teu ídolo, o teu astro.

Vem, minha estrela, e brilha como um astro
E faz que minha vida fique louca.
Que importa o céu, que importa a Eternidade?
Quero ser a razão da tua vida,
Eis tudo o que mais quero e mais desejo:
Quero estar ao teu lado a cada instante.

Vem sem demora, vem, vem nesse instante
E mata a minha fúria de desejo!
Vem comigo viver a rósea vida,
Vem ser minha ilusão, meu sol, meu astro!
Ah, não me importa ter a eternidade,
Basta somente esta paixão tão louca.

Que importa se minh’alma esteja louca?
Eu te quero na minha eternidade!
Vem brilhar na minh’alma, ser meu astro,
Vem para ser a luz de meu desejo!
Se pouco é o que te oferto nesse instante,
Vem para ser a luz da minha vida!

Se tudo o que te oferto nesta vida
É pouco, meu amor, vem neste instante
E me fere com a fúria do desejo...
Vem ser a minha luz, vem ser meu astro,
Vem aplacar minh’alma que está louca
E comigo viver a Eternidade.

Ah, minha louca, quero dar-te a vida,
Num louco instante a minha eternidade,
E ser teu astro cheio de desejo.

15.11.1990


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

DEZ-DE-QUEIXO-CAÍDO



Dez-de-queixo-caído

A poesia anda à deriva
Por pura falta de estudo.
De ora em diante fico mudo
E por mais que eu muito viva
Deixarei a alma cativa
No silêncio reprimido.
Pois devo ter aprendido
Não dar conselhos ao burro,
Que ele sempre solta um urro
No dez-de-queixo-caído!
19.01.2008


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

BEIRA-MAR



Galope à Beira-mar

 
Se a rima está pobre,
Eu tento uma rima que seja mais rica,
Se vou, a minh’alma, porém, aqui fica,
Num sonho tão nobre,
Tão denso, tão puro, tão fértil, tão triste,
Que se ele ora existe
Eu quero cantar...
E a rima é tão densa, tão fértil, tão pura,
Que solto meu canto de forma segura
No galope à beira-mar...

Se a rima está solta
Eu quero prendê-la com elos de aço,
E vou com minh’alma buscá-la no espaço
Com a nave revolta
Voando liberta dos sonhos atrozes,
Que falam mil vozes
Que escuto no ar...
Se a rima está solta, no céu vou prendê-la
Nas pontas cadentes de alguma áurea estrela
No galope à beira-mar...

21.08.1991


Esio Antonio Pezzato

Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

19 de dezembro de 2009

GLOSA



Glosa

Diz velha sabedoria:
Quem cala sempre consente.
Dentro da minha Poesia
Sou silêncio num repente.
(E. A. P.)

De frente a ataques calar-se
Sempre revela bom senso.
Eu por isso às vezes penso
E uso o riso por disfarce.
Muito embora a alma se esgarce
Dou revides de ironia.
É minha maneira fria
De silenciar frente a tudo.
Ser prudente é ficar mudo
Diz velha sabedoria.

Isso não diz, com certeza
Que aceito o golpe da faca.
Se minha voz não ataca
E o rosto mostra rijeza,
– Sou assim por natureza
Mostro sempre estar contente.
Tanta gente, tanta gente,
O golpe sempre revida,
Mas digo com voz fingida:
Quem cala sempre consente.

Nos versos mostro a alma nua,
Porém, me envolvo em segredo.
Não digo que sinto medo.
Se disfarço olhando a lua,
Se ao léu vago pela rua
Não é por hipocrisia,
Porém, no meu dia a dia
Me oculto, sim, por inteiro,
Sou Poeta verdadeiro
Dentro da minha Poesia.

Não me critiquem por isso
A pérola dentro da ostra
Somente pronta se mostra
Portanto em meu compromisso
Com palavras nunca atiço
O fogo que brota ardente.
A verdade é transparente
Não precisa se mostrada.
Assim, não digo mais nada:
Sou silêncio num repente.

11.04.2008



Glosa


Por ternura, por meiguice,
Por amor e por vaidade,
Sou idosa sem velhice,
Não perdi a mocidade
(Sinda Vélez Mendes) Ervedal, Portugal


Minh’alma em delírios canta
Estribilhos de cantigas,
E como as aves amigas
Com diamantes na garganta
Na imensa paixão se encanta
Em sua tagarelice.
E nos seus sonhos de Alice
No cantar põe rendilhados,
Põe brilhantes encantados,
Por ternura, por meiguice.

Minh’alma é feliz na vida,
No amor que em êxtase sente,
Na ventura se faz crente
Tece trama colorida.
Por mais vida a ser vivida
Cria cantos de verdade,
Põe rimas de suavidade
Em todos os seus caminhos,
E põe ternura nos ninhos,
Por amor e por vaidade.

Minh’alma toda vaidosa,
Sente-se ainda menina,
E em passos de bailarina
Saltita alegre, formosa,
E com frases cor-de-rosa
Mostra sua faceirice.
Por tudo sente crendice;
E diz-me toda sorriso
Como a crer no Paraíso:
Sou idosa sem velhice.

Minh’alma não vê, por certo,
Do tempo o correr insano.
Vão-se as ondas do oceano
E as areias do deserto.
Frente ao viver amplo, aberto,
Pulsa e vibra de ansiedade.
Mas toda serenidade
Em meus olhos fita fundo
E diz num sonho profundo:
Não perdi a mocidade.

11.02.2009



Glosa

Por ternura, por meiguice
Por amor e por vaidade,
Sou idosa sem velhice,
Não perdi a mocidade.
Sinda Vélez Mendes (Ervedal, Portugal)

Os anos passam voando
Tal qual os sonhos de glória.
Passado se faz história
Que ficamos recordando...
Os sonhos passam num bando
De aves em tagarelice,
Morre a fé, finda a crendice,
Porém, n’alma glorifica
A saudade bela e rica
Por ternura, por afeto.

No precipício a esperança
Se agarra nos verdes ramos.
E ingloriamente sonhamos
Com farrapos de lembrança.
Mas o tempo a valsa dança
Em alta sonoridade
Seus acordes de saudade.
Passa a vida, voa o tempo,
As ramas secas eu empo
Por amor e por vaidade.

A minha vida... quem dera...
O vendaval trouxe o inverno...
Já não há um sonho terno
Nem flores na primavera.
E a vida em sua quimera
Não tem semente que vice,
Porém, se um dia eu a visse
Aportar-se na minh’alma,
Diria serena e calma:
Sou idosa sem velhice.

Mas o tempo corre insano...
Quem ultrapassa-o, quem vence-o?
Perdido neste silêncio
Me torno um rei soberano...
Não acredito no engano
E em fatal serenidade
Redijo minha verdade
E aos quatro cantos do mundo
Brado num eco profundo:
Não perdi a mocidade!

13.02.2009


Glosa

(em Casimiro de Abreu)


É curta a quadra da infância,
Dura somente um momento.
Passa leve, como o vento,
Depois, se esvai na distância.
Mas fica a eterna fragrância
Que ainda no olfato retenho.
É morto tão belo engenho,
Mas quando com versos pinto
Esse momento já extinto,
Oh! que saudades que tenho!

O tempo era de inocência
E repleto de segredos.
Quantos sonhos, quantos medos,
Quanta falta de prudência.
Mas inadvertida ciência
Deixou-a descolorida,
E fraca ficou retida
E o quintal apequenou-se.
Quanta lembrança tão doce
Da aurora da minha vida.

E cresci, tornei-me adulto,
A voz ficou diferente.
Tudo se foi num repente
Tal qual um profano culto.
O riso ficou oculto
Nalguma esquina perdida.
Deparei-me com a Vida
Toda repleta de enganos.
Como eram doces os planos
Da minha infância querida

O desespero nefasto
Deixou-me tristonho, mudo.
Olho ao redor e por tudo
Vejo um sonho morto e gasto.
Tristonho, os passos arrasto
Mas são passos sepulcrais.
Ai, no peito dói demais
– Como constantes castigos,
A memória dos amigos
Que os anos não trazem mais.

Mil brincadeiras variadas
A turma toda fazia.
Havia mesmo magia
Nas tardes ensolaradas.
Lembranças tristes, malvadas,
Num momento em tudo infesta;
Da infância saudosa resta
Desesperadas lembranças.
Mas quando éramos crianças,
Que amor, que sonhos, que festa!

A Inocência tinha nome
E a chamávamos de sonho.
Em cada rosto risonho
O sorriso se consome.
E ainda parece dar fome:
Ai, doces tardes festeiras,
Dispostos, e sem canseiras,
Andávamos pelo mato,
Ai, lembranças do regato,
Naquelas tardes fagueiras.

O cansaço não havia
E o tempo era sempre curto.
Adulto, hoje, às vezes furto
Alguns instantes do dia
E recordo na Poesia
Aquelas tardes inteiras,
Fantásticas brincadeiras...
Mas se o cansaço chegava
Noss’alma ficava escrava
À sombra das bananeiras.

Em silêncio verto o pranto
Daquela quadra formosa.
O sonho foi cor-de-rosa
Mas terminou tal encanto.
E n’alma ainda vibra o canto
Dos acentos imortais.
Mas, oh, coração, tu vais
Aquietar-se na fragrância
Daquele tempo de infância,
Debaixo dos laranjais.

26.02.2008


Décimas para um desafeto


Homem baixinho, homem-metade
Coisa ridícula soltar
A sua sânie tumular
Promíscua de ferocidade.
À sua baba de maldade
Em vão você tenta exibir,
Mas eu no escárnio fico a rir
E no deboche solto um canto.
Bobo da corte lhe garanto:
Você vai ter que me engolir.

Se homem inteiro você fosse
Lhe aplicaria uns safanões,
Sendo da raça dos anões
Liliputiana mãe o trouxe
Num lupanar, num tredo alcouce,
Porque não sabe onde seguir.
Porém, no escuro fica a ouvir
A voz materna em gozo tanto
Sou eu que nela a verga planto
E ela também vai me engolir.

Você não manda nem desmanda,
Também em mim, não manda, não.
Eu fico a rir de gozação,
Soltando minha sarabanda.
Enquanto vai passando a banda
Você procura se exibir,
Para que um dia, no porvir,
Você, talvez, seja lembrado,
Mais deixo aqui no meu recado:
Você vai ter que me engolir.

12.03.2009


Glosa

Quando um tico-tico canta
Minha vida é assim, assim,
Vem-me um soluço à garganta,
Sinto saudade de mim...
(Lino Vitti)



Tudo passa nesta vida
Com veloz ferocidade.
Hoje, preso na cidade
Trago a lembrança sofrida,
De uma lembrança querida
Que me cobra – tola manta! –
E o coração acalanta.
E rememoro saudoso
Aquele tempo saudoso
Quando um tico-tico canta.

Hoje em liberdade preso,
Sinto, patético, triste,
Que não mais na vida existe
Aquele sonhar aceso.
A saudade como peso
Parece que não tem fim,
Quando escuto no jardim
O passarinho inocente
Cantando continuamente
Minha vida é assim, assim...

A água pura e cristalina
Do regato ao céu brilhante
Era um convite constante
Para a infância bailarina.
Mas hoje tudo se inclina,
E essa visão me espanta:
O tico-tico na planta
Cantando despreocupado
E fico logo magoado,
Vem-me um soluço à garganta.

Ah, querida mocidade,
Oh, vívida juventude,
Corre o tempo, a vida ilude,
Tudo torna-se saudade.
Tudo o que era alacridade:
Canto, alegria, festim,
Trinar de papa-capim,
Acabou-se num solfejo,
Pois hoje, quando me vejo,
Sinto saudade de mim.

27.02.2009


Esio Antonio Pezzato



Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

GLOSA



Glosa

E eu vou sozinho, pensando
Em teu amor, a sonhar,
No ouvido e no olhar levando
Tua voz e teu olhar.
(Olavo Bilac)


Noite alta. O luar prateia
Da cidade cada rua.
Minha alma vagueia nua,
Devaneia, devaneia.
A lua fulgura cheia,
Todo o céu está brilhando.
Passa um vento leve, brando,
E solitário caminho.
Como sempre vou sozinho
E eu vou sozinho, pensando...

Ela invade a minha mente.
Por que penso tanto nela?
Por acaso não sabe Ela
Que a minha alma tanto sente
A sua ausência fremente
Nesta noite de luar?
Ando sozinho a vagar
Em febre a mente é uma ilha.
E o pensamento fervilha
Em teu amor, a sonhar.

Por sob o luar de prata
Cintilam milhões de estrelas.
Extasiado fico a vê-las
Pensando em quem me maltrata.
Ouço ao longe a serenata
E dois violões tocando.
Ai, até quando, até quando
Viverei com tal miragem?
Já que sigo na viagem
No ouvido e no olhar levando?

Tão doce lembrança invade
Meu coração num momento.
E eu esparjo pelo vento,
Pelas ruas da cidade,
Que estou morto de saudade
Pois estou a carregar
Em cada instante a sonhar,
Teu olhar e teu sorriso,
E ouvir e sentir preciso,
Tua voz e teu olhar.

27.02.2008


Glosa

A mulher do Alentejo
Leva mais longe a razão
Nas canseiras, em sobejo
Constroi direitos e pão.
(Quadra portuguesa)


Mulheres de todo o mundo
E de todos os lugares,
Dentro de vossos sonhares
Brilham num sonho fecundo.
E nesse sonho profundo
Mais aflora o meu desejo
Se elas merecem um beijo
Em tal sonho ardo e deliro.
Pois em meu sonho suspiro
A Mulher de Alentejo.

Essa mulher tão bonita
Tão ponderada e sincera,
Tem no olhar a primavera
De maneira que acredita
Que a esperança é-lhe infinita.
De encantos seu coração
Modula eterna canção
Eu dela tão longe vivo
Que o pensamento cativo
Leva mais longe a razão.

Procuro-a em sonhos floridos
E a minh’alma não se cansa
De ter tamanha esperança.
Dentro dos dias vividos
Trago sonhos coloridos
E o sonho o amor por ensejo
Mas pelo mundo só vejo
Que nos rumos onde sigo
Nos ombros segue comigo
Nas canseiras, em sobejo.

Essa mulher caridosa
Faz do amor a sua prece,
Por isso, por Deus merece
Ter as pétalas de rosa
Na estrada maravilhosa
Onde for seu coração.
Essa mulher, que emoção,
Inspira agora o meu verso
E nas fímbrias do Universo
Constroi direitos e pão.

14.03.2002




Glosa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
(Fernando Pessoa)



O poeta nesta vida
Do prazer tece uma lira.
Cria um mundo de mentira
Sonha a esperança perdida.
Longa é a estrada percorrida
Para encontrar um amor.
Mas encanta-se com a flor
Pendida num tênue galho
E ao prometer-lhe agasalho,
O poeta é um fingidor.

À flor faz ele uma crença
E se mostra apaixonado.
O mundo deixa de lado
Para ter a recompensa
Da ternura mais imensa
De tudo o que em glórias sente.
Contudo o poeta mente
Pois mentir é sua glória.
Ao lembrar tão bela história
Finge tão completamente.

A flor que não tinha dono
E perfumava o caminho,
Foi arrancada do ninho
– Primavera fez-se outono.
E o poeta no abandono
Da flor roubou o frescor.
Deixou-a no chão sem cor
E agora demonstra ao mundo
O seu delírio profundo,
Que chega a fingir que é dor.

E o poeta entristecido
Junta no chão os gravetos,
Constroi amargos sonetos
Do sonho vê-se perdido.
E seu pranto derretido
Rega no chão a semente
Que nascendo novamente
Traz ao poeta alegria,
E ele diz numa poesia
A dor que deveras sente.

31.01.2008


Glosa

Menino passarinheiro
– Caçar era a minha lei! –
Hoje vivo prisioneiro
Nas arapucas que armei.
(E. A. P.)


Da bela infância vivida
Em tempos de hoje saudade,
Distante uma Eternidade
Que parece de outra vida...
Mas a lembrança florida
Deixa-me ser cancioneiro.
Desse sonho aventureiro
A gaiola hoje vazia
Faz lembrar que fui um dia
Menino passarinheiro.

Pintassilgos, avinhados,
Azulões e correntinos.
Eram belos os destinos
E os tantos sonhos sonhados.
Eram os sonhos dourados,
Cada um era um grande rei.
(Por que agora assim sonhei?)
E lembro tão doce infância
– Saudade evola fragrância,
– Caçar era a minha lei! –

O tempo nos fez adultos
E se foram os amigos.
Dentro de férreos abrigos
Hoje trazemos ocultos
Fantasmas de velhos vultos
E um coração estrangeiro.
Por mil caminhos esgueiro
E ao sonhar essa lembrança
De meus tempos de criança,
Hoje vivo prisioneiro.

Belo sonho evaporou-se
Com o calor do sol da tarde.
O silêncio faz alarde
De um tempo que foi tão doce.
A saudade aqui me trouxe
Nos espinhos me estrepei.
Por mil estradas vaguei
Mas sempre estive indefeso.
Passarinheiro estou preso
Nas arapucas que armei.

31.01.2008


Glosa

Veja só quanta imprudência,
– Que terrível pesadelo! –
Casou por correspondência
E a noiva veio sem selo.
(E. A. P.)


Nesta vida é necessário
Estar sempre muito atento,
Porque num só movimento
Nosso belo itinerário
Transforma-se num calvário
Onde a atroz maledicência
Machuca a nossa consciência
E o paraíso áureo, eterno,
Transmuda-se num inferno,
Veja só quanta imprudência!

Moço rico, índole boa,
Foi pescar numa cidade
Onde havia quantidade
De cardumes na lagoa.
Mas ficou sorrindo à toa
Ao ver rosto tão singelo,
Olhar casto, doce, belo,
Nos seus olhos por olhares,
Serenos, crepusculares.
Que terrível pesadelo!

Ao retornar do passeio
Suspirava, suspirava,
Su’alma caíra escrava
Da donzela em doce enleio.
Vivia no devaneio
Sofria com tal ausência
Aos céus clamava clemência
E foi tanto o sofrimento
Que a pediu em casamento
– Casou por correspondência! –

Só depois de quinze dias
Foi buscar a sua esposa,
– Doidejante mariposa! –
De farras e fantasias.
Mas funestas heresias
Ao seu peito trouxe gelo...
Tratou-a com tanto zelo
Porém ao provar tal doce
O moço rico danou-se
E a noiva veio sem selo.

31.01.2008


Glosa

Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou se é fato.
O fato é que ela me fita,
Me fita mesmo de fato.
(Anônima)

Passa em frente à minha casa
Linda mulher – é casada.
Passa dengosa a safada
No dedo a aliança é brasa.
Em requebros ela arrasa
E a multidão deixa aflita.
A boca vermelha agita
Mas parece um passarinho
Querendo sair do ninho.
Não sei se é fato ou se é fita.

Passa toda oferecida,
Lança olhares ternos, quentes.
Seios pontudos, ardentes,
São dois pecados na vida.
A cabeleira comprida
Lembra um dourado artefato.
Por ela me desbarato,
Faço um dia uma loucura.
Me flerta toda em ternura,
Não se é fita ou se é fato.

Pensamento devaneia:
Um dia a abordo na rua,
E ela passa, seminua,
Lançando olhar de sereia.
Mas é porta de cadeia
Tanta beleza infinita.
Porém, o meu peito grita
E ela o olhar joga de lado.
Mas não posso estar errado:
O fato é que ela me fita.

Mas contemplo-a da janela
E ela passa sorridente.
Na calçada displicente
Olhar furtivo revela.
Mas na estreita passarela
Muda a cena. É novo ato.
Com seu olhar de retrato
A safada sem vergonha
Por quem a minha alma sonha,
Me fita mesmo de fato.

26.02.2008






Esio Antonio Pezzato










Gostou? clica abaixo em COMENTÁRIOS e deixe seu recado!

Minha Ana Maria e Sissi

Apresentação Poema "O Evangelho Segundo Judas Ish-Kiriot" Loja Maçônica Acácia Barbarense

ARQUIVO

PESQUISAR ESTE BLOG

..

ADMINISTRADORES